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A ENCRUZILHADA E O ANCESTRAL - Argumento

Se se pode pensar que um dos vieses do conservadorismo em espaços citadinos, em particular de cidades do sul da Bahia, se deva ao que temos em nós mesmos, negros e mestiços (pardos, sararás) - do silenciamento e, - da negação das nossas origens, da nossa ancestralidade civilizatoria africana, podemos então sugerir que tal postura possa alimentar o preconceito e o "racismo" contra nós,  a despeito de todo sofrimento,  todo constrangimento acometido aos povos negros ao longo da sua presença no Brasil. Afirmado tal pressuposto, digo que uma vez filha de negro por parte materna, nunca me foi conversado sobre meus bisavós,  sobre o que foi da condição deles por aqui. Nunca ouvir sobre o CANDOMBLE durante a infância.  E, perguntar sobre o CANDOMBLE,  mesmo nas últimas décadas era sempre motivo de silêncio e de hostilidade para se desviar do assunto. Ironicamente até o sobrenome: dos Santos (Não que eu fique a vontade com a expressão "Pai de Santo" ou "Mãe de Santo...

O JACARANDÁ

Sim. O Jacarandá na condição masculina. Sem pistilo.  Somente sabemos Dele nessa versão: resistente, incansável, vigoroso, ativo. Impassível a presença devastadora do cupim. Forte na aparência marrom magistral; até se poderia dizer de um marrom mestiço. No feminino, somente se for como sendo um nome de rua: " moro na Jacarandá ". Ou se estiver como sobrenome: "a madeira jacarandá". Talvez,  nunca na lembrança do que esteve na condição de mãe, - uma árvore.  Contrariando a quem não o imaginasse feminino, ali estava Ele, - cheiroso. Exalando-se quando do vento açoitando suas flores roxas e folhas; para Ele, o Jacarandá, um afago que o levaria a traduzir para um acorde musical.  Como dói não te-lo em presença sob tais perspectivas de movimento. Partiu, nem.se despediu de ninguém.  Nem deu o tempo para um ATE LOGO.  Há quem diga: "morreu de repente" . Cabal conveniência para predizer o desmatamento do Jacarandá Mimoso. Então, era uma vez, a árvore que abrigava...

Jornalismo é arte ou é ciência!?

 Com essa indagação se o jornalismo é arte ou é ciência se inicia agora uma atividade posta para cumprimento no Componente Curricular (CC) CIÊNCIA E COTIDIANO, elencada para o primeiro semestre, no exercício da formação acadêmica universitária no curso de JORNALISMO da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); Campus na cidade de Porto Seguro/Bahia/Brasil.  E antes de qualquer consulta bibliográfica, e quem sabe ler, de pessoas profissionais jornalistas ou não, os comentários postado neste blog sobre tal indagação, a nossa  posição neófita vai no sentido de afirmar seu caráter  artisitco; na arte de escrever. Um espaço para pulsar a escritura autoral; parodiando tal conceito, lembramos de uma maxima antropologica geertiana : o jornalista como autor. 14/08/2022 Mas será que todas as formações acadêmicas, todos os cursos oferecidos no espaço universitário necessitam, para se legitimar,para ter um.reconhecimento na sua produção do conhecimento o status de  "cien...