Jornalismo é arte ou é ciência!?
Com essa indagação se o jornalismo é arte ou é ciência se inicia agora uma atividade posta para cumprimento no Componente Curricular (CC) CIÊNCIA E COTIDIANO, elencada para o primeiro semestre, no exercício da formação acadêmica universitária no curso de JORNALISMO da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); Campus na cidade de Porto Seguro/Bahia/Brasil.
E antes de qualquer consulta bibliográfica, e quem sabe ler, de pessoas profissionais jornalistas ou não, os comentários postado neste blog sobre tal indagação, a nossa posição neófita vai no sentido de afirmar seu caráter artisitco; na arte de escrever. Um espaço para pulsar a escritura autoral; parodiando tal conceito, lembramos de uma maxima antropologica geertiana: o jornalista como autor.
14/08/2022
Mas será que todas as formações acadêmicas, todos os cursos oferecidos no espaço universitário necessitam, para se legitimar,para ter um.reconhecimento na sua produção do conhecimento o status de "científico"!?
Tal questão apresentada acima não é nossa. Foi a pesquisadora/cientista Tatiana Roque quando entrevistada, do Programa OPERA MUNDI no YouTube, pelo jornalista - comentarista político: Breno Altman, (o qual intitulou a entrevista sob o nome " A CIÊNCIA É DE ESQUERDA OU DE DIREITA") Quem a fez. Literalmente questionou: "Precisa ser científico para ser válido ? "...E Ela mesmo responde: "Nao precisa ser ciência para ser válido ". Tal colocação foi enunciada pela entrevistada quando indagada se se podia estabelecer para as disciplinas humanas sociais o mesmo caráter científico ("leis cientificas") posto para as "ciências duras" , para as "ciências naturais".
17/08/2022
Confortáveis com tal perspectiva epistemológica pautada na entrevista da cientista Tatiana Roque, e na sequência, consultando algumas referências de autores que reivindicam o caráter artístico na prática jornalística na produção acadêmica do Professor, Pesquisador em Comunicação da Univeraidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ressaltando o.livro (organizado por ele e mais dois autores) intitulado : ENTRE O SENSIVEL E O COMUNICACIONAL, da editora Autêntica . O resumo sinaliza para a utilização de experiências estéticas no fazer jornalístico. Outra referência que sugere uma composição com nosso argumento, é dizer o caráter artístico da produção jornalística, é o texto na Revista LUMiNA Volume 14 Número 2 do ano 2020 de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos intitulado: ARTE- JORNALISMO: REPRESENTAÇÃO, SUBJETIVIDADE, CONTAMINAÇÃO. Enunciando que " Podemos assumir desta maneira [...] as muitas possibilidades de narrar a partir do índice da realidade, entendo a impossibilidade de deter "o mundo lá fora." pg3 .Estes dois autores indicam que "Está é uma discussão antiga e que para muitos parece superada. Nos círculos profissionais jornalísticos e no senso comum social porém, a obrigação jornalística de trazer a verdade (pura, cristslina, universal, positivista) ainda carrega enorme força."pg3-4. No sentido que nos parece contrário a pesquisadora Paula Melani Rocha, Doutora em Socilogia das Profissões irá argumenta sobre: " A importância do jornalismo como ciência no processo de profissionalização da carreira". Isto dito, segundo Paula Rocha, "... para adquirir o status de profissão e sua relação com a sociedade. " pg1 Se apegando à categoria da "Ciência da Comunicação " Rocha irá descrever sobre o "conceito de profissão"; do "jornalismo como profissão no Brasil " entre outros aspectos. E, finaliza ratificando sua tese da relação entre profissão e ciência e pondera sobre a não definição do jornalismo como ciência no Brasil.
Concluimos o cumprimento desta atividade escolar, esperado que o futuro da constituição acadêmica e profissional do jornalismo possa alargar e prosperar uma concepção plural filosófica da produção do conhecimento em qualquer que seja a atuação jornalística.
07/09/2022
Rousseau, "Los Cientificos" e o Paradigma Emergente em Boaventura de Sousa Santos.
Para quem leu um.único livro do filósofo Rousseau, ainda que em um contexto escolar de discussão sobre a produção intelectual Dele, e ainda assim não simpatizou em nada com a abordagem, em particular no "Discurso da origem e do fundamento da desigualdade social entre os homens" pode se surpreender com o encontro do discurso rouseauniano sobre o conceito de ciência. Um conceito de científico que salvo qualquer engano interpretativo estará em.concordancia com a cientista, e cientista desde seu lugar de pesquisadora da prática em.matematica, Tatina Roque. Sem dúvida que o destaque a ambos está posto pelo favorecimento a desdita, posta aqui em.dias anteriores, de incorporar o jornalismo, a sua prática na razão cientifica ou no estatuto de pratica científica para ratificar um dado status, - de."profissao".
Uma pessoa qualquer, que no caso é a autora deste blog, pode se sentir estranha quando parece se esquivar do conceito de ciência, no que abrange em particular as relações humanas sociais. Não menos vale ressaltar somente como sendo uma sensação, sobre a pronúncia da mídia espanhola quando comenta sobre uma dada produção científica. Escuta-la (a mídia) parece se referir aos seus produtores, - os cientistas - em tom jacoso: "Los cientificos"! . Será que o sentir como se escutasse a pronúncia na referencia a "los cientificos" como de rechaço, procede, faz.sentido ali!? Não se saberia responder, ou confirmar para uma percepção fidedigna. Tal passagem foi somente ilustrativa para um apriori, pois o que se deseja é retomar o discurso rousseauniano citado no livro do estudioso das relações sociais humanas o Prof Boaventura de Sousa Santos e o desdobramento no "Paradigma Emergente".
07/10/2022
E em Boaventura de Sousa Santos para o "Paradigma Emergente" no sentido da reafirmação da categoria científica numa perspectiva de abordagem na produção do conhecimento das relações humanas históricas, sociais e políticas dois conceitos o de "especulação " refutado no discurso rouseauniano e o conceito de "prudente " ou de "vida decente " , podendo quem sabe se aproximar do conceito de "virtude" em Rousseau agora retomado desde.a resenha de Arlei Espindola (Departamento Filosofia/UEL, disponível em PDF na Internet, sob o título de : Jean-Jacques Rousseau: Ciência, Progresso, e Corrupção Moral.
Por fim, passado as décadas de produção do texto de Boaventura Santos o indagariamos agora: Se poderia pensar em ratificar o Paradigma científico no contexto capitalista do mundo ocidental!? Se poderia isolar da formação acadêmica de caráter científico o tom corporativista e autoritário que parece ratificar tão somente o Paradigma Positivista de Ciência para edificar o conceito de PROFISSAO para temáticas humanas e artísticas em particular!?
A cientista Tatiana Roque é docente na UFRJ, autora dos livros: "História da Matemática- uma visão Crítica, desfazendo mitos e lendas"; e "O dia em que voltamos de Marte".
ResponderExcluirBuenas. Interesante elemento para el debate, tanto el que tiene que ver con la validez del conocimiento como su orientación ideológica. Referido al primer punto, si se pregunta sobre la validez colocaría dos elementos. Uno de ellos es que mi respuesta es que no, que el conocimiento no tiene que ser académico para ser válido, todo conocimiento es válido en sí en tanto producto social, cultural y político y se produce desde diferentes ámbitos, espacios, tiempos, géneros, cuerpos, clases sociales, pertenencias étnicas o racializadas, siempre desde una postura multisituada. El segundo, es que si la pregunta se refiere a si el conocimiento es válido habría que repreguntar ¿para quién? ¿para qué?
ResponderExcluirEl segundo aspecto, sobre la ideología de la ciencia, yo estimo que como académicos y académicas somos seres políticos y producimos textos políticos en la medida que nuestra labor es parte de la acción política en el espacio público, y ésta debe ser explicitada con argumentos para ser entendida y comprendida desde qué marco se produce teniendo como límite siempre, los principios de la ética, la justicia social y la apuesta por la diversidad.
Estupendo querido amigo. Encontrome agora escrevendo o TCC para conclusão do meu curso de jornalismo. Forte abraço.
ExcluirMichael Conceição, colega no mesmo Componente Curricular nos alertou que na UFSB o curso de jornalismo está categorizado no segmento ARTE. Um ponto a favor da nossa perspectiva.
ResponderExcluirO livro "ENTRE O SENSIVEL E O COMUNICAVEL" identificado inicialmente na consulta a Internet, está disponível na Biblioteca UFSB campus Porto Seguro.
ResponderExcluirUtilizamos como consulta, dados coletados na internet:
ResponderExcluirhttp//www.bocc.ubi.pt A importância do jornalismo como ciência no processo de profissionalização da carreira . pg 3-8 (Não identificamos a data)
Opera Mundi Programa do dia 15/04/2022 . Tatiana Roque é entrevistada pelo Jornalista Breno Altman.
Outra referência consultada:
ResponderExcluirSCHMALTER, Matheus Maia. "Semiotica".INFOESCOLA - Revista virtual. Em 23/08/2022