A FOME: UMA PEDAGOGIA ESTOMACAL MIDIATICA DE ESQUERDA NO BRASIL

INTRODUÇÃO 

O tema d'A FOME desde quando o tomei para estudo, no que o tenteo abandoná-lo ele sinaliza para mim:  Ainda não concluiu a tarefa; e agora, retoma-o tentando traça-lo numa escrita arredia a mãxima: A FOME TEM PRESSA, e outras frases,  sempre me fez sentir como nadando contra a correnteza. Isto dito de alguém que sequer sabe, literalmente, nadar em águas profundas. Mais do que o  exaustivo esforço de elucidar a minha inusitada discordância acadêmica com seu uso, uso politico, A FOME isso!, A FOME aquilo!, havia e talvez ainda haja um sentimento de medo, mesmo de impotencia intelectual,  como se me faltasse o folego para elucida-la. Como se igual fosse que tivesse de enfrentar a fúria fanática de religiosos quando professam uma dada fé cristã, em particular entre nós, vinculada ao protestantismo pentencostal. E, argumenta-lá em seu uso discursivo politico seria uma acao profana, ou quem sabe seria como se estivesse para macular a memoria do seu Criador  intelectual - o medico nutrologo Josue de Castro: o patrono do curso de nutrição no Brasil. Chegar até Ele, o Criador, não foi uma tarefa dada. Lancei mão de um pretexto: a "merenda escolar". Isto a partir de uma incursão no mestrado em educação. A condição de estar então nutricionista me favorecia no embate de refletir os conhcimentos reproduzidos durante essa profissionalização acadêmica; conhecumentos pautados numa rígida prática na reprodução de conhecimentos eminentemente qualificados como cientificos e um alheamento da discussão para o aprofundamento dos conteudos reproduzidos. O pretexto me rendeu um reencontro com seu principal idealizador o médico nutrologo Josué de Castro e a partir dai inicie pela primeira vez uma leitura da obra  do patrono do  curso universitário de nutrição no Brasil. A partir dai identifico que o contexto da descoberta d' A fome brasileira por Ele, seu Criador, está inscrito e escrito no inicio do seculo 20, no paralelo das discussões intelectuais de brasileiros comprometidos em solucionar o "atraso do país", posto no jogo cientifico de relações etnicas, marcadas pela ideia da "inferioridade" x "superioridade", entre os povos brasileiros. 

Comentários

  1. Um outro titulo que poderá constar incluído num.capitulo será: A FOME: POR UMA PEDAGOGIA MIDIATICA DE ESQUERDA QUE FAVOREÇA O ESTUDAR E O APRENDER EM ESPACOS ESCOLARES MUNICIPAIS.

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  2. Notas de RODAPÉ.
    O uso da "contração " d'A FOME está adotada desde o conteúdo do livro do escritor brasileiro Antônio Cândido em seu livro: O DISCURSO E A CIDADE no capítulo que ele intitula "DE CORTIÇO A CORTIÇO é utiliza a "contração" d' O CORTIÇO.

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    1. Identificar tal uso favoreceu o meu uso quando escrevia de A fome, o imperativo é manter em.destaque a expressao: A FOME

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  3. "Josue de Castro Patrono da Nutrição" na pagina do Facebook do Conselho Federal de Nutricionistas em 5 de Setembro 2022.
    O titulo da dissertação de Mestrado em Educação é: Os Arautos da Nutrição - Uma palavra em "merenda escolar"". FACED-UFBA 1998.

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  4. A frase : A FOME TEM.PRESSA foi pensada e inaugurada pelo sociólogo Betinho nos anos de 1990..

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