POR UMA PEDAGOGIA MIDIATICA DE ESQUERDA QUE FAVOREÇA O ATO POLITICO DO ESTUDAR E DO APRENDER EM ESPAÇOS ESCOLAS MUNICIPAIS

Em novembro de 2021 quando decidi concorrer a uma vaga num curso de jornalismo em Universidades governamentais na Bahia, este movimento por certo afirmou meu desejo pelo engajamento para uma convivencia na area da comunicação. E me sentindo desde ali participe iniciatica no uso da palavra dei de panfletar, aqui e ali, os meus programas jornalisticos preferidos no canal do youtube com a frase: "A FOME : UMA PEDAGOGIA ESTOMACAL ESQUERDISTA". Uma vez acompanhado com frequencia o OPERA MUNDI, o 247, o DCM, o PCO, o TVT estava já exausta de ouvir o tanto que se repetia a palavra FOME. Uma máxima repetida para qualificar, por suposto, as perversas desigualdades sociais vividas pelo Outro: o pobre, o trabalhador, o mendigo (paradoxalmente nunca se usa, então, a palavra FAMINTO). E nisto de me encontrar arredia com tal recurso linguistico de carater político, foi que aconteceu tal panfletagem. Possa que nenhum destes canais tenha dado conta, ou mesmo se aconteceu de lerem imaginar de tratar-se de alguem antipetista, como minimo. Ledo engano. Mas se, se foi o caso de não haver surtido efeito reflexivo no uso desta palavra - FOME, desta categoria redutiva, por exemplo, nos comentarios do jornalista Rui Costa Pimenta (Ele que atualmente o acompanho nos comentarios politicos, uma vez por semana no 247), e não menos, um dos mais fervorosos no seu uso, para mim tal panfletagem formalizou uma tese; ao se personalizar tal "categoria politica" nas expressções: A FOME VOLTOU; A FOME TEM PRESSA; ERRADICAR A FOME, COMBATE A FOME, A FOME FALA, A FOME ANDA NO BAIRRO, A FOME VAI GRITAR EM BRASILIA...  E mesmo a palavra isolada FOME é reduzir o Outro, o suposto faminto ao seu própŕio estomago. Reduzi-lo a uma condição irracional, menor; distanciando-o de um lugar politico para uma imagem passivel de ser utilizada politicamente. somente para ilustrar, em agosto de 2008,  Caderno Cultural do Jornal baiano A Tarde, numa homenagem ao médico nutrologo Josue de Castro, estampou a imagem flagrante de uma familia negra composta de 5 pessoas  na composição com 3 menores semi-vestidas, com roupas simples , sandalias gastas, pés aterrados... E eu logo indaguei: o que há de faminto, de estomago exposto, nesta familia! Entretanto a chamada jornalistica apurou: "FOME".  Salvo engano, todo Ser Humano possue um estomago. O estomago é no corpo humano o lugar privilegiado do acusar a sensação de fome. Dito isto para ratificar a atualidade da redução do pobre, do trabalhador, do mendigo ao seu próprio estômago. Estaríamos praticando um discurso colonizador para um sentido político. 

Comentários

  1. LIVE DO CONDE é um.outro programa jornalístico que sigo no YouTube. Bom , seguia, pois Conde de uma palavra que fala cinco é a palavra A FOME. E me perguntava - Como pode alguém que está tão discordante do positivismo, da sua abordagem na prática jornalista, utilizar uma categoria estomacal de forma política!?

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