Uma espiada na resenha esportiva midiática nos canais UOL Esportes e BandSports da Copa Catar 2022 no quesito Seleção Brasileira
Acompanhando a resenha da copa 2022, particularmente nestes dois canais televisivos ,duas situações argumentativas me levaram a questionar: será que o jornalismo acadêmico irá desbancar os comentaristas raízes a exemplo do ex jogador Casa Grande dos espaços televisivos de resenha, neste caso, das copas mundiais, e possivelmente nas resenhas esportivas em geral!?
Esta questão chamou minha atenção quando, num episódio da resenha no UOL Esportes sucedeu uma tensão discursiva provocada por um jornalista acadêmico quando o mesmo utilizou os conceitos de “racional” e de “honesto” para defender sua opinião contrária aos demais “comentaristas”, causando um desconforto no tom da discussão. O tom do jornalista acadêmico foi sugestivo de uma postura intelectual científica positivista, por suposto no apelo da sua condição de autoridade pautada pela objetividade e pela neutralidade.
Numa outra situação, no espaço televisivo do Canal BandSports outro jornalista acadêmico iniciou sua resenha afirmando: - “Nos somos jornalistas..., agora, mais do que nunca e ainda, somos humanos.” E tece sua opinião sobre a seleção brasileira na Copa Catar contextualizando-a desde sua interação no condomínio aonde habita, comentando haver assistido ao jogo em ambiente de coletividade e pode observar o comportamento de outras pessoas do seu afeto. Sugestivo de uma perspectiva vinculada a uma abordagem científica interativa.
Para o que seja da prática acadêmica praticada na atividade jornalística de caráter acadêmico-científico uma outra coisa que observei foi para o fato de que no Canal Uol os participantes que compunham a resenha estão classificados em duas categorias: colunistas e comentaristas. Ao identificar a categoria colunista para qualificar participantes na resenha esportiva o fato me chegou como um acontecimento: sempre achei que colunista fosse uma atividade menor, desempenhada unicamente por mulheres. Logo, um ledo engano, fundado até então pela escuta sobre tal função jornalistica. Este estranhamento seria pelo percebido aqui e ali no uso desta expressão, - colunistas, por jornalistas; ao escutá-los o tom me chegava jocoso, preconceituoso e mesmo como de deboche. E no caso das referidas duas resenhas esportivas usadas para esta escrita, os colunistas, (supostamente pois não apurei), seriam os participantes não jornalistas acadêmicos que compunham a coletiva da referida resenha, e os comentaristas aplicados aos jornalistas diplomados. Seria assim!? Afinal no especifico do meu estranhamento o que são os colunistas e os comentaristas quando atuando num mesmo espaço de debate ou de resenha midiática? E a que se deve tais classificações!?
Estas são as primeiras percepções na construção deste material e oxalá a pergunta em questão não se assuma como uma futura realidade. Seria um prejuízo para a dinâmica das resenhas esportivas, faltaria por certo o tom estético para demarcar um conhecer e um conhecimento que abrange o marco civilizatório de povos brasileiros mestres históricos na arte futebolística.
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