AS NOVES VOLTAS DE VOLTA METAMORFOSICA
Noirblue...
Linguagem imagética do marco civilizatório
africano, entre nós – brasileiros
Ana Pi, dançarina,
cineasta, coreografa, lançou em 2018 o filme de curta de 27’ intitulado: NOIRBLUE
– OS DESLOCAMANTOS DE UMA DANÇA.
Fruto de sua viagem a África, cujas imagens produzidas despretensiosamente,
foram utilizadas para um posterior aproveitamento numa montagem fílmica,
desde um roteiro editado em nove países africanos.[1] Ela exibe uma vestimenta
em cor azul, azul anil, que cobre como manto seu “CORPO” de pela negra. No
imperativo da cor azul, em paralelo
de sua posição guerreira (guerra) se
poderia indagar, se, se trata de uma analogia para afirmar a liderança do Orixá
OGUN!? Por certo, uma relação sugestiva com arquétipos religiosos herdados no
convívio da presença de “CORPOS”[2] africanos, num Passado contingente há 300 anos, em
todo o território brasileiro; “CORPOS” que aportam um Passado infeliz de encarceramento... Noirblue nos
presenteia, nos dá de Presente, “IMAGENS”
metamorfósicas[3]
[4] do engajamento
performático do “CORPO” em “deslocamentos” libertos para um giro novenal.
“IMAGENS”
que indicam, por suposto, a direção de uma retomada de iniciativas conceituais cinematográficas
em dois curtas produzidos em 1974 : Alma
no Olho: Quando o invisível se torna visível o olho demora a acostumar..[5]. E Kbela[6].
Embora em ambos haja um traço conceitual dramático apostam no paralelo
afirmativo de uma pratica ecumênica da Fé[7], sob bases
religiosas/culturais afro descendentes posta no desprendimento do viver no
contraponto da morte para além do sofrimento em si da perda, marcando um
sentido ambíguo da liberdade corporal; e, na construção suave da “PALAVRA”,
materializada, por exemplo, em Café
com Canela; um Futuro no
poder dizer coletivo que potencializa o movimento cinematográfico de caráter
afirmativo no marco civilizatório africano, entre nós?.
[2]https://bdmgcultural.mg.gov.br/artigos/estamos-no-futuro-com-ana-pi Ela categoriza “OS DESLOCAMENTOS DE
UMA DANÇA” a partir de um tripé: CORPO IMAGEM PALAVRA. Na razão de, o que se desloca
é o sentido de temporalidade para a conquista do visível.
[3] Isto é: nada evolucionista de caráter benevolente e filantrópica. Ela é a Guerra. Diria que um marco conceitual africano, e talvez mesmo dos povos originários seja uma realidade matamorfósica e não evolucionistas a moda etnocêntrica.
[4]https://www.youtube.com/watch?v=feAAv8r9jvc Uma perspectiva da categoria de:
metamorfose
[7] Se distanciando do drama pela
tragédia, reticente e interminável em si, em tom enfermiço, traçado desde o marco
civilizatório eurocêntrico (evolucionista na relação com "povos orientais") no Brasil, como sugere, por certo, o conteúdo do filme de longa metragem Vazante, (https://pt.wikipedia.org/wiki/Vazante ) o qual materializa a possibilidade
evolutiva nos moldes ocidental do escravo negro (e não do africano escravizado); ainda assim na fenomenal última cena do filme, protagonizado por uma jovem mulher
portuguesa e mãe de uma criança negra indica a condição subalterna da mulher branca.
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