O REPORTER MACONHEIRO
O REPORTER MACONHEIRO
O
professor, em sua sala de aula do curso de filosofia, parece se intrigar com o
efetivo do seu último semestre letivo, - encontrando-se as vésperas de se
aposentar nesta função. Ele, antes de todo o que aspiraria para si, esteve nada
mais, nada menos do que para um professor; mas sempre e tanto aspirando fazer
fluir seu viés artístico, e muito, e tanto: no imperativo dramatúrgico... Nisso,
Ele, introspectivo, começa a pensar alto, e nem percebe que a sala foi tornando-se
plena da presença da alunada juvenil, e comenta para si em tom de angustia: -
Um artista se aposenta? Não fará nada mais, nada menos da vida a não ser a
fantasia de desfrutar do tempo livre, que não é o ócio? Mas, se, gosto de
escrever, sou um artista? Por certo amo escrever, mas como e por onde começar,
a representar meus personagens? Em posição absorta, atento mais as suas mãos e
os papeis em branco em cima da mesa, nem nota a proximidade de uma pessoa
estudante; e, como que despertando de si mesmo a ouve lhe abordando, - Qual
outra atividade profissional te encheria os olhos, Professor? Diz pra nós que
estamos já, angustiado com a sua dissimulação de professor ator na lida vã?
Ah! Exclama
Ele, voe estava aí escutando meus desabafos, meu tom ensimesmado e se angustiou, foi? Pois eu
quereria atuar como jornalista, Um repórter com escritura literária para poder
eu mesmo afirmar o dramaturgo que já sou. O professor se mostra até animado com
a abordagem e exclama: Bom até dizer do meu desejo de atuar como repórter! Até
me empolguei a dizer meu querer passar ademais de banal ator de sala de aula
para ganhar outros públicos, me expor a crítica dramatúrgica; e digo banal pois
a turma secundarista sequer dá bola para esse componente.
Neste momento toda a turma
já esta atenta ao dialogo, e em coro proclamam:
Um Repórter, um ator, vamos
escolher um texto para Ele.
E, completam...
Um Repórter Maconheiro.
Risos.
Professor
Pondera: Eitha! Não é porque sou a favor do uso de canabidiol como medicamento
que posso estar sendo classificando como maconheiro, e questiona: ou é pelo meu
cabelo? Piscando o olho!.
Estudantes
entre si, na picardia, falam em tom baixo: engane-me! Engana-me que eu gosto...
Uma
pessoa estudante retifica: É somente uma sugestão de um tema para nosso
trabalho final professor. E um tema que nos instiga. E o senhor poderá interpretar
o papel principal.
O
professor exclama: Humm... Por que não!? Agora, eu darei o tom da pesquisa,
sim? Vamos construir o tema?
E
segue: Do lado da profissão de jornalista a minha sugestão é a de estudarmos
como esta sendo tratado entre os jornalistas que apresentam os jornais
regionais televisivos na rede globo, por exemplo. Mas pode ser em todas as
grandes capitalistas do jornalismo. E indaga: Alguém aqui se aborrece com a abordagem dos
jornalistas quando eles comentam sobre acontecimentos relacionados ao comercio
ilegal de drogas? O repórter esta isento de uma atuação desde sua uma mídia primaria
física? O tom de voz e mesmo o uso desta ou daquela palavra desfavorece as
possibilidades de compreensão e contradições a favor das mortes de centenas de
jovens de raia muito no comercio ilegal de drogas?
E o
tema da maconha em si, outra sugestão é estudarmos o reggae que a partir, salvo engano, embarcou como missionários de
umas composições vinculadas ao cristianismo protestante pentecostal. Como é a
relação entre o pressuposto de que todo regueiro é maconheiro e a relação religiosa de então? Teríamos alguma tipologia para
estudarmos e apresentarmos para uma construção artística?
E a
estudantada se anima: professor eu e outros colegas atuamos como atores
amadores, e também tem colegas que curtem áudio visual.
Professor:
então podemos dividir a turma em duas equipes, cada uma com um dos temas e
vamos seguir pesquisando e estudando para aproveitarmos com uma finalização com
duas peças de teatro, e dois curtas, ou somente uma peça juntando os dois temas
e /ou um filme curta ou longa, igual, abrangendo as duas perspectivas. .
Em coro a turma se anima:
Combinado.
Então vamos listar as
tarefas:
1.
Assistir aos três jornais diários da Globo, e
de outras redes de televisão, todos os dias e vamos tentar conseguir assistir
aos passados. Seria possível?
2.
Observar a postura, a fala, o tom de voz dos
jornalistas apresentadores e dos repórteres.
3.
Identificar um regueiro preferencialmente famoso que se converteu ao
protestantismo.
4. PARA O VIES FILOSOFICO PODERIAMOS RECORRER AO
LIVRO: O DIREITO A PREGUIÇA de Paul Lafargue. E VOCES MESMO PODEM SUGERIR OUTRAS LITERATURAS,
e melhor se estiver na área de dramaturgia, podem coletar, e /ou escutar desde as plataformas midiáticas.
E as duas equipes irão apresentado o que entenderam do assunto. Direito a preguiça, eu o apresentarei...
5.
Vamos fazer um grupo no zap e inté o próximo encontro.
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