"A mulher de Brotas" : de TICOÃS a Cuíca de Santo Amaro

 Nesta semana numa pagina Face book encontramos um comentário falado sobre uma frase exposta num muro de uma cidade africana; - no muro estava "uma coisa escrita" constando sobre a proibição de ali não estar permitido "urinar", e literalmente se indicava que: quem ali o fizesse - "irá receber um machado, uma faca , um machadaço". Ao escutar tal menção imperativa, de pronto nos recordamos de uma passagem numa composição cantada pelo grupo Ticoãs. A canção, a escutávamos, e ainda a escutamos, e antes, por várias vezes tentávamos desde a escuta contextualizar a expressão: "...samba samba Nita, mulher de Brotas aqui não fica"; se trata da composição  de nome "Raposa e Guará", pautada no disco produzido em 1973. Nesta canção se repete várias vezes a frase: "samba samba Nita, mulher de Brotas aqui não fica". Pois, indagávamos: porque a " mulher de Brotas ali não podia ficar?, ou entrar!? Pois, ficarmos um tempo tentando decifrar o por que do tal impedimento da presença da "mulher de Brotas" . Até que, e passado um muito muito tempo, se não, mais de década, no paralelo de momento, foi lançado o filme documentário A Cuíca de Santo Amaro, de 2011 dos diretores Joel Almeida e Josias Pires. Um documentário esplendoroso, com um sentido de movimento tanto das imagens como das narrativas que se interligam marcando um compasso com a própria dinâmica da personagem (personalidade) principal: o Cuíca - Um jornalista; um poeta... E foi na convivência fílmica com O Cuíca de Santo Amaro que apuramos sobre a saga da "mulher de Brotas".  

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