A "Valença" da Rua

 

Caminhada Geografica em Bairro de Barcelona. 
Cora Oliveira 



A "Valença da Rua" figurar-se pelo menos como publicidade de uma futura apropriação no Youtube. Nesta pagina, iniciada no primeiro semestre de 2023 e surgida a partir de uma tentativa vã do como produzir um link para exportar um video, isto no cumprimento de uma atividade escolar ( não se sabia que desde o "salvar" o vídeo no drive se poderia obter um link para exporta-lo via correio eletronico ou outra forma de envio) foi usado pára tanto o youtube. Mas, o uso da expressão a Valença da Rua, foi aplicado como uma atividade de extensão, proposta a estudantes do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) localizada no Campus XV na cidade de Valença. Não menos se tratava de um trocadilho desde o uso do verbo: VALER. Indagando daí: o que vale a Rua, para quem, quando como... E proposto a partir de ensaio fotográfico. Tal indagação a princípio surge na razão de que se a Rua em si, sempre pulsou em nós como um sentido de correspondência com aqueles que a tem afirmado, como lugar de lazer, do comercio, dos encontros, é porque há um sentimento de afinidade no sentido familiar: de pertença com quem nela transita; ou, com quem nela zanza[1].; de alteridade com este radical espaço público[2]; possivelmente a quem gosta de viajar, de se deslocar entre lugares familiares e mesmos estranhos ao seu habitar de origem, se identifica por suposto, com a rua, brindando daí a necessidade do direito de caminhar. Agora e aqui do zanzar observando como as ruas são praticadas, na possibilidade de elaborarmos cartografias.  

02/03/2024

As cartografias, os mapas, que se sugere aqui, não estariam apegadas aos seus princípios matemáticos, milimétricos para efeito de localização do espaço geográfico de referencia ao território, como uma analogia de uma gramatica mas de uma literatura, algo que se componha como um desenho artístico, passível de ser lido e apreciado pela criança, e ainda que não leia a palavra escrita, reconheça os lugares quando estes se relacionam com o espaço em que ela, a criança, habita. Ainda que a leitura cartográfica narre sobre a indiferença de poderes públicos governamentais com as condições, com o direito de caminhar de todos os povos que principalmente habitam em neste ou naquele espaços públicos. A esta cartografia a chamaremos : Cartografias da Indiferença.
  




[1] Zanzar como andar ao acaso, sem propósito de ir a algum lugar. Segundo Carlinhos Brow “Quem zanza revira a vida”. (Na hora que o caminho tá deserto/ Sem pé de gente por perto/ As folhas são estendidas/ Quem zanza revira a vida/ Bom dia vim te dar/ Já vinha pra ficar/ Um abraço/ Um afago/ que vou zanzar/ Zanza na maré/ Zanza no barco/ Zanza na lua cheia/ E mais/ Zanza no rio azul/Zanza no rio azul/ Tupinambá, tupinambou/ Tupinambá, tupinambou) https://www.letras.mus.br/carlinhos-brown/232693/

[2] Qualificar a Rua como o espaço público mais radical, é um dizer do antropólogo espanhol Manuel Delgado em seu livro El animal publico. Hacia uma etnografia de espaçios públicos. Barcelona: anagrama, 1999. Não menos, a experiencia da Autora de habitar o país espanhol, e zanzar pelas ruas citadinas em várias cidades sempre repletas de gente, lhe pareceu mágico. E o ponto de encontro na Plaza Mayor na cidade de Salamanca mereceu a foto/capa deste livro. 





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