A MACROBIÓTICA, A ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA, A NATUROPATIA E A ATUALIDADE DA NUTRIÇÃO CLINICA.
A MACROBIÓTICA, A ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA, A NATUROPATIA E A ATUALIDADE DA NUTRIÇÃO CLINICA.
Salvo engano, no início da década dos anos de 1980, a macrobiótica aconteceu na Bahia e particularmente em Salvador demarcando uma discussão sobre o comer e a comida, sob uma alimentação livre da presença de agrotóxicos, de alimentos processados, industrializados, e, principalmente se afastado do consumo de produtos cárneos; valendo ressaltar a ênfase no veneno: o açúcar branco. Produtos cárneos de origem bovina, suína, avícola, até mesmo o consumo de ovos1. A alimentação macrobiótica prioriza o consumo de cereais com destaque para o arroz. O açúcar branco: nem pensar, esteve na lista, repetimos: dos venenos deliberadamente consumidos prejudiciais ao corpo humano. O confronto com tal perspectiva com os conhecimentos nutricionais professados na formação profissional de nutricionistas, e mesmo de profissionais já atuando como tal, estavam, então, radicalmente distantes de uma possibilidade de dialogo. Ao contrário, no geral, os responsáveis por tal formação, como já citado, na Bahia, ademais de hostis a novidade desta filosofia alimentar, impunham um tom de deboche e mesmo de preconceito a possibilidade de apurar seu conceito nutricional e preventivo imbuído em tal proposta alimentar. Valendo ressaltar que a possibilidade do consumo de arroz integral, do pão integral e de produtos a base de trigo também na sua forma integral enquanto cereais centrais e indispensáveis na prática macrobiótica, estava longe de se constituir um marco, uma sugestão alimentar na conduta dietética de nutricionistas. Não menos, a macrobiótica, se tornaria um “modismo” entre nós brasileiros; como tal, herdada de princípios da tradição alimentar chinesa. Nisto, para nossa atualidade de século XXI está inegável que a moda macrobiótica orientou o movimento para uma conceituação nesta linha intitulando-a como ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA. Uma série de restaurantes, (a exemplo da referência do restaurante - Grão de Arroz - que atuou por várias décadas no bairro dos Barris na cidade de Salvador, tanto no fornecimento de alimentação sob uma culinária sem a presença de produtos cárneos, como na comercialização de alimentos desprovidos de agrotóxicos, de ovos galados de galinha caipira) surgiram apresentando uma culinária diversificada para o crescimento dos adeptos a uma alimentação isenta de produtos cárneos, com o acesso a preparações de comidas, demarcando uma gastronomia atualmente intitulada de VEGANA. Alguns restaurantes que fornecem comida conceituada de Alimentação Alternativa há muito introduziu o consumo de ovos, e mesmo de produtos cárneos a base de aves e de peixes. Inegável também é a histórica dos praticantes de uma alimentação alternativa herdeiros por suposto da macrobiótica, no enfrentamento de praticas abusivas presentes na industrialização e processamentos de alimentos no Brasil. Esta militância tornou possível a presença comercial de alimentos integrais como o açúcar mascavo; os pães integrais, o arroz integral. Os iogurtes naturais sem adição de açúcar branco. O consumo do mel de abelha, chás, propiciando entre aquelas pessoas que poderiam adquirir e bancar os custos desta seleta alimentação. Hoje, em junho de 2024, o fubá de milho, ou o milho pre cozido para preparo do cuscuz se se faz a opção de comprá-lo no selo de NÃO TRANSGÊNICO o preço pode custar para a mesma quantidade até 100% mais caro do que o transgênico. No paralelo do crescimento do mercado de consumidores de alimentação alternativa, vários entrepostos para venda dos produtos que podem compor tal alimentação foram se impondo. Também se impôs entre nós a modalidade corporativa de médicos, em particular, vinculados a praticas alternativas de prevenção e tratamento de enfermidades humanas. Se não nos equivocamos, a classe media e rica foram os principais consumidores desta modalidade médica, vinculada a uma assistência particular, não disponibilizada nos serviços governamentais de saúde, (mesmo a homeopatia com uma prática mais antiga pode estar restrita no oferecimento de serviços governamentais). Todo este movimento de reflexão e enfrentamento da questão, mesmo, inescrupulosa da indústria de alimentos no Brasil (tanto agrícola quanto pecuária), seria o motor para suscitar a edificação entre médicos para assumirem a área de nutrição clínica? Longe de qualquer apuração sobre a hipotese apresentada no questionamento apresentado, se sugere que : a atuação médica pode estar mudando a partir da percepção da importância da nutrição e a presença de enfermidades. E o cardiologista mineiro: Lair Ribeiro está identificado como o arauto da nutrição no Brasil. Sim, pois num dado momento chegamos a acreditar que o médico Josué de Castro, patrono do curso de Nutrição estaria como o arauto da nutrição; qual nada! Castro foi e continua sendo o arauto da fome brasileira. E fome em nada pode, ou não se relacionar com a nutrição, principalmente considerando como nosso patrono descobriu a fome nos anos de 1930. Então, o médico Jair Ribeiro, o arauto da nutrição vinculada a atuação clínica, abriu o caminho para uma outra abordagem da importância dos nutrientes, retomando praticas alimentares tradicionais como o uso de óleo de coco, o uso da banha de porco para frituras, o consumo do colágenos desde produtos cárneos. Neste caminhar demarcou igual entre nós a presença e a necessidade da suplementação nutricional de vitaminas e minerais e de outros nutrientes, extra o consumo de alimentos, se diferenciando das proposições da naturopatia e da alimentação alternativa, cuja toda nutrição proverá da composição deste ou daquele alimentos presentes nas comidas, em particular as fibras..
E se com a ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA E A NATUROPATIA tínhamos um enfrentamento da péssima qualidade nutricional de alimentos processados e/ou industrializados, o momento da nutrição clínica esta principalmente no enfrentamento da indústria farmacêutica no paralelo da atuação corporativa médica na condução de enfermidades clínicas ...
1O imperativo do consumo contrário aos produtos cárneos estava fortalecido pela denúncia que os percursores da alimentação alternativa teciam destaca-se a presença de hormônios na alimentação dos animais destinados a comercialização para consumo dos humanos.
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