Professora SIM, Tia Não...

Esta é uma  máxima freireana, apossada agora por nós, a qual intitula literalmente um dos seus livros, publicado pela Paz e Terra em 2012, e  apresenta como subtítulo: "Cartas para quem ousa ensinar". Entendendo tal expressão: Professora SIM, Tia NÃO, como uma vinculação aos espaços escolares das series iniciais, afirmamos, que a formação em pedagogia no geral e a atuação  profissional desta corporação (no imperativo de que para lecionar nas series inicias há de obter o titulo universitário de pedagogia) tem na proposta de Paulo Freire - uma total ausência pratica, isto, para dinamizar as relações escolares de ensino e aprendizagem, em particular, nos espaços governamentais. É dizer, a leitura e o desdobramento do "método Paulo Freire" está longe de se constituir como um desafio intelectual na formação de crianças e adolescentes. Nos levando daí a questionarmos se sua aplicação estaria igual sendo efetivada no propósito maior freireano  destinado a "alfabetização" de jovens e adultos; se sim, pois queremos provas, desde estatísticas para além de um numero individual, desta ou daquela pessoa que ja sabe assinar o próprio nome e/ou ler trechos da bíblia. Mas de algum movimento palpável numericamente  na Bahia, da obtenção do gosto pelo sentido social do dominar as palavras escritas e o significado das possibilidades das interações para além do espaço domestico, familiar. Enfim, o que nos faz trazer esta temática é a tentativa de entender o porque da generalização especificamente entre adolescentes e adultos (pouco escolarizados) do sexo masculino, se dirigirem especialmente às mulheres  com idade supostamente igual ou superior as da suas mães na informalidade de tratamento como : TIA, MINHA TIA. E quando tal informalidade esta na funcionalidade do atendimento no comercio. Tal informalidade para efeito de parentesco, esta sendo utilizada, conforme nossa experiência, principalmente pelas pessoas de sexo masculino. Para tanto apresentamos a segunda tese, de que as escolas governamentais, (guardando a relação com a nossa experiência) albergam, em potencial, na função do magistério nas series iniciais, ou o Fundamental 1, profissionais da pedagogia do sexo feminino. Mulheres pedagogas que, salvo engano, priorizam escolarizar seus filhos em espaços escolas particulares. Supondo aqui, que aquelas crianças sob suas tutelas para a iniciação intelectual escolar, nunca seriam seus filhos. ( Um alunado que dispõe tão somente do espaço escolar para estabelecer um vinculo intelectual com a produção do conhecimento cientifico e dominar uma linguagem da palavra escrita). Pena!? E, talvez, no parentesco da Tia, um carinho,  uma consideração plausível!? Mas, será que tal condição de parentesco é também praticada em escolas particulares, tipo Maristas;  António Vieira? A teceria tese faz nos leva a sugerir que o tão praticado por pessoas adolescentes e adultos ( enfatizamos do sexo masculino) o tratamento informal no parentesco TIA, com mulheres a eles completamente desconhecidas e sem nenhuma ou qualquer relação pessoal familiar, - é uma forma de assedio. Que parece vir sempre sob um tom pedinte ...

Nisto, quando buscamos o referido livro de Paulo Freire, estávamos investigando uma questão familiar. Ou seja, há famílias em que a TIA é aquela mulher, (nunca estaria para um homem) branca, no Brasil de carater português de Portugal, solteirona, celibatária, guardiã da ordem patriarcal. Misogina por natureza cultural no atributo conservador a ela designado. A tia uma mulher negada em sua condição de gênero, imbuída do servir e do manter a reprodução desta ordem. No entanto, a perspectiva de Freire é enfatizar a relação profissional em pedagogia espaço escolar, aonde Tia não é uma profissão. Um chamado para o amadurecimento de lugares intelectuais e da distinção no trabalho de magistério. 

 



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