A CHANCE DE ESTAR ESTRELA NA OPTICA TERRESTRE

 

A CHANCE DE ESTAR ESTRELA NA OPTICA TERRESTRE

 

COMO ESTRELAS NA TERRA, é o nome do filme de longa metragem, dedicado a temática de uma criança que se expressa em sua dinâmica de apreender a leitura e a escritura de forma disléxica, no paralelo de encontrar-se submetida a métodos escolares ortodoxos para tal apropriação. Emocionante! Por certo. Podendo levar a qualquer uma pessoa adulta a pensar como foi, e em quais circunstancias aconteceu a apropriação da leitura e da escrita em sua infância escolar. Quem, para o efetivo disléxico, desfrutou da presença paterna na iniciação lúdica do contato com a leitura, com a escrita, e, com a matemática?  Imaginemos que uma criança obteve o privilegio de estar dominando as letras na convivência de seu pai num balcão de uma venda. Que tenha em seu pai um autodidata, daqueles a moda antiga, que le almanaques, e depois guarda anualmente; ou avó que diariamente recolhe uma folhinha do calendário Coração de Jesus, produzido por segmentos da Igreja Católica e ali lê as informações da data, do santo do dia, da posição da lua, e de algumas poucas informações como as efemérides, em particular das profissões; e no verso dicas, anedotas...

E mais, quem, teve uma mãe, que ponderou a suposta recomendação médica e medicamentosa alopática para tratar do temperamento bizarro de uma criança possivelmente disléxica? Tratamento médico, o qual acontecia ( e talvez aconteça ainda no século 21), a partir de uma recorrência em cujo principal mecanismo  era o fisiológico de dopar a criança? Possa que poucas, e que na ausência destas personalidades familiares, tenham esbarrado em algum adulto como no caso, o professor de artes no filme: COMO ESTRELAS NA TERRA... https://www.youtube.com/watch?v=0L1robcSPwo

Para o que seja destes encontros auspiciosos, passiveis de acontecerem a tais crianças, se não a todas, disléxicas ou não, há no filme citado, uma experiência imagética sugestiva de “brinquedos ópticos” [1], produzida pela criança protagonista. Trata-se de um desenho, posto folha a folha e em todas as folhas do caderno, que uma vez folheado de vez e corrido causa o efeito da criança ir se afastado da sua família. Como citado na narrativa do próprio filme, - um Flipbook.  Valendo questionar, quanto de crianças disléxicas, e mesmo autistas, favoreceram aos efeitos na produção fílmica de animação?[2]

 

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