A Princesa e o Conselheiro do Rei - o Maníaco da mão em pernas alheias

 

A Princesa e o Maníaco da mão em pernas alheias, - pernas de mulheres...

 

Quem tomou conhecimento do escândalo de um Maníaco, igual - um tarado, cuja predileção física era a de por a mão em pernas alheias, do que se sabe – em pernas de mulheres (se supõe), da sua proximidade territorial; neste caso, restrito ao escândalo no Palácio aonde ele atuava como conselheiro do Rei soube também que a Princesa atuou no papel da “mulher de Brotas”?   

-Mas, por que andam dizendo que a Princesa, vitima da mão do maníaco, está responsável por desmascarar diante de todo o reinado e mesmo da plebe rude que o contorna, o tal comportamento taradal do Conselheiro, esta na correspondência de tal “mulher de Brotas” ? 

-Primeiro, possa que dizer “vitima da mão do Maníaco” resulte como uma metáfora de supostos interesses políticos conduzidos na oportuna  ação obscena de por a mão nas pernas alheias. Segundo, há uma música de nome Raposa e guará na qual sua composição cita o contexto de uma festa e a melodia enfatiza: Samba Anita/Samba Anita/ mulher de Brotas aqui não fica...

-E daí? Pra mim que tomei conhecimento do escândalo, continuo sem entender a relação de a tal “mulher de Brotas” com a atuação da Princesa ao circunstanciar a denuncia da mão do tarado em suas pernas.

- Certo, ainda sobre a música, a composição também enfatiza: Mulher/mulher/não tenha medo do seu marido/ Ele é bom de faca/Eu sou de facão/ Ele é bom de reza/ e eu de oração.

- Como assim, a Princesa estava com medo do maníaco? Estava constrangida, com o desdobramento de poder do Maníaco quando terminou por focar as suas pernas? Ou no mais absurdo das hipóteses,  ela o estava traindo ou desejando passar dele em sua função de conselheiro do Rei? Já esta me deixando apreensiva, - afinal, quem foi essa “mulher de Brotas”?

- As suposições estão ótimas. Na verdade é o que temos, uma vez que apurações devidas ainda não nos couberam. Mesmo assim se pode destacar outra indagação: O que fez, ou tem em si,  a tal “mulher de Brotas” para estar impedida de entrar ou ficar no samba da Raposa e Guará?

-Deixa eu mesma seguir respondendo, antes que você me encha com outras perguntas. Então, aposto que quem já escutou a música Raposa e Guará pode ficar se perguntando igual: quem é ou fez a tal “mulher de brotas”. Isto dito desde eu mesma; só indagando as nuvens. Até que dia, assistindo a um documentário maravilhoso sobre uma personagem pitoresca que viveu na cidade de Santo Amaro, um jornalista rábula identificado como “Cuíca de Santo Amaro”, o mistério da “mulher de Brotas” foi desvendado. E já que estamos falando de música, a Cuíca é um instrumento musical que muito significa na personagem pícara deste rábula jornalista. Ele próprio agenciando seu perfil artístico literário.   Um empresário de si mesmo. É escutando sobre sua trajetória, no documentário “Cuíca de Santo Amaro” que se pode apurar a ação da “mulher de Brotas”. Uma mulher que capa (castra) literalmente, lhe retira os sacos escrotais, os escrotos, do homem que dorme com ela.   

(Silencio total)

-É mesmo de silenciar.

- Agora sim a coisa se esclarece. Se, estou entendendo, a tese é de que a Princesa ao provocar o escândalo terminou por castrar, por minar o que supostamente havia de mais viril no conselheiro do Rei – sua envergadura política intelectual acima do bem e do mal. 

- Da Princesa por sua vez se especula aqui,  que talvez, -  sabe-se lá por medo, por constrangimento  moral, por estar muito sozinha, solitária em seu corpo, como que ausente da realidade corporal no contexto de muitas outras mulheres subalternas a ela ou não, e mesmo por uma dada auto sabotagem – uma negação do seu poder político corporal (afinal uma princesa pode ser uma pessoa preparada para a guerra – para substituir a Rainha) e  alimentada no obtuso sentimento de ódio, de ressentimento, que na contingência publica da evolução dos fatos, se reduziu ao ato de golpeá-lo a moda da “mulher de Brotas”, 

 

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