A Neófita Ruim de Conversa numa Problemática de Pretexto
A Neófita Ruim de
Conversa numa Problemática de Pretexto
A protagonista, uma aluna do curso de roteirização, aspira produzir roteiros cinematográficos que contemple uma abordagem “hibrida”, ou seja, tematizando o “real” ou um “acontecimento social”, um fato, sob uma perspectiva ficcional; ficcional entendida desde sua condição neófita[1] como sendo uma pratica etnográfica, esta, como um sinônimo de, - imagético. É dizer: mostrar o desenrolar cênico, dramático, do suposto acontecimento, do fato real. De imediato ela reconhece a necessidade da construção de diálogos, para dar sentido a tal perspectiva. Nisto, percebe prontamente sua limitação, mesmo, sua total falta de pratica, de experiência literária na pratica de diálogo; e, nesta sua primeira incursão, a partir de uma exigência letiva professoral, ela se vê completamente atordoada, imaginando que não logrará consegui-lo. No movimento de angustia, do nada, ela esboça mentalmente um dialogo intitulando-o: Monologizando um diálogo. Isto porque ela tenta conversar com ela mesma, como se ao seu lado houvesse outra versão, - dela mesma, ajudando-a nesta incursão. Neste intento, o centro da iniciativa é sua relação anímica com o professor em sala de aula. Explora nessa relação questões astrais ou psicológicas vivenciadas para o desdobramento teórico metodológico incitado ou defendido por ele - o professor, para o efetivo da proposta de roteirização fílmica. Entusiasmada com a idéia inicial do Monologizando o diálogo, a qual ela já a qualifica também como: Ruim de Conversa, - pois é como ela se percebe diante da sua incompetência de dialogar com quem quer que seja (sem tencionar suas características nebulosas - netunianas); então, ela se anima a caminhar praticando a conversa, o diálogo inicial, para compor uma proposta de construção fílmica. E, se seu primeiro movimento se deteve em questões digamos de caráter mental dela para ela mesma desde uma vestimenta de arquétipos astrais, ela arquiteta ampliar sua pratica discursiva dialógica sob uma perspectiva etnográfica (contato e vivencia dialógica); envolve para tanto o professor, como também colegas da sua simpatia. O principio é o espaço da sala de aula, aonde ela se sente como duas bandas – duas versões; uma como a personagem protagonista pasoliniana em Teorema, https://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_(filme) , e nesta primeira versão, por um lado, é pasoliniana pela sua questão etária dissonante do contexto “juvenil” das pessoas colegas que compõem dita sala de aula; por outro, pela sua perspectiva “não burguesa” no negar dizer amém por amém a produção do conhecimento acadêmico/universitário para efetivar a dinâmica criativa, neste particular, - no fazer fílmico. No entanto sua outra parte não politizada na condição de “classe social” se reconhece, - uma Drag na qual está, digamos, mais aberta a tolerar as contradições conflitivas do espaço da sala de aula, e espera se esforçar para construir diálogos; isto porque, a protagonista vai se dando por conta que em sua classificação astral “psicológica” onde ela está “Ruim de Conversa” precisa praticar o dialogar para efetivar sua versão fílmica – imagética (etnográfica). Conseguirá ENTREGAR-SE!?
[1] Identifico agora essa palavra Neófita, intitulando o livro da estadosunidense Octavia Butler. https://pt.wikipedia.org/wiki/Octavia_Butler
O movimento de apreender uma dada linguagem na iniciação no mundo cineástico, me chegou como bizarro isso de o "ARGUMENTO", esta completamente distinto de uma concepção previa, mas relacionado como o tema de uma tese. Diria que neste linguagem da sinopse, do argumento do roteiro em si é uma sequencia de repetição do ato de contar a história que se quer praticar imagética.
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