O SACRIFICIO DE “CARANGUEJO”...
O SACRIFICIO DE “CARANGUEJO”...
Possa que o protestantismo, em sua versão evangélica e mesmo fundamentalista, no espaço brasileiro, não se relacione em nada com o consumo da iguaria culinária promovida pela comida produzida com o animal, salvo engano, um crustáceo – O CARANGUEJO. Nas religiões de matriz africana, no particular do CANDOMBLÉ, nunca que se fez ouvir e tampouco se apura agora e aqui o consumo “da carne” deste inusitado crustáceo – O CARANGUEJO, - o qual na astrologia contemporânea representa o signo astral também identificado como CANCER. E este signo, o signo de CARANGUEJO, vulgo CANCER está para os nascidos na aproximação do período anual entre 21 de junho a 22 de julho e é regido pela LUA. E nada mais próximo do arquétipo humano da LUA do que, por suposto, - O CARANGUEJO; o mais bem dotado das águas emocionais; o proprietário das emoções, sempre e tanto, um tipo: “DOIS PRA LÁ DOIS PRA CÁ”. Não menos, entre baianos por excelência, o consumo de comida advinda da iguaria crustaceana do CARANGUEJO, Ele, o caranguejo, tem que estar vivo para ser emerso na água fervente. Será, que exista quem os mate antes de os colocar vivos na água fervente? A prática culinária parece sugerir não ser o caso. Mas, será que tal pratica se justifica na sua relação com o habitat caranguejero? O CARANGUEJO, um habitante dos mangues; os mangues um lugar pantanoso, de textura lamacenta, mas não somente de lama; e ainda na temática da LAMA, e para quem conhece e mesmo não conhece sobre os manguezais, reconhece que se trata de uma textura na cor preta, com tonalidades variantes desta cor, e com forte cheiro de ENXOFRE. Lá nos anos de 1930, o CARANGUEJO estrelou como protagonista da tese mais importante da academia brasileira para uso político no Brasil – a descoberta da fome brasileira. Quem gosta da comida a base do CARANGUEJO, há de relevar inteligentemente seu contexto residencial. Um contexto residencial caranguejero, atualmente, completamente comprometido com a ausência de saneamento básico e do tratamento com o lixo produzido pelos humanos e animais de estimação ou callejeros como gatos e cães. E isso do comprometimento acirrado da qualidade de vida nos manguezais, não se poderia dizer, ou comparar, possivelmente, com os anos de 1930.
Uma pessoa nos contou recentemente, menos de uma década, que ao transitar numa cidade rodeada, entre os manguezais, ela sentiu um forte cheiro de caranguejo e como no lugar havia uma senhora com uma panela, vendendo alimentos, supôs tratar-se do cozinhamento do caranguejo; e, na curiosidade a pessoa se aproximou da senhora comerciante de comida na rua e a indagou sobre o cozido de caranguejo. A senhora deu como um riso disfarçado e disse-lhe: eu não vendo caranguejo, eu vendo milho cozido. E continuou: o cheiro de caranguejo é porque como o tempo está muito quente e há nesse mangue muitos caranguejos, o cheiro que exala deles é como se estivessem sendo cozidos...
Pois bem, e o que seria mesmo “O Sacrifício do caranguejo ”...
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