Divagação Escolar
É que eu é que sou pequeno...
Está foi à última frase da conversa sob a proposição dele ao
despedir-se dela. E, em um máximo de quinze minutos anteriores, já nos primeiros
minutos ela havia percebido a contundente ausência de um clima reflexivo para o
dialogo. Expectativas vãs? Possivelmente. Ainda assim, tentou. Ele, ansioso
para despachá-la repetia generosamente: não tenho como ajudá-la nesta sua tarefa
escolar. Ela, por vez, maturando a importância de colocar-se oportunamente
frente a uma autoridade da palavra, a única que se dignou a recebê-la para
tentar elucidar a charada enrustida na sua atividade escolar também repetia:
mas o Senhor está me ajudando muito; o Senhor está me ajudando muito. Passado
os quinze minutos que durou o dito pelo não dito, de volta a si, ela esteve matutando
o encontro com ele. Disse a se mesmo, Ele não conseguiu distanciar-se do si
mesmo, pelo menos no foco da questão escolar; ao contrário, a frase – é que eu é
que sou pequeno, não foi dita por, talvez, uma falta de senso, mas pelo
estranhamento do quanto ela era fisicamente, na altura corporal, mais alta do que
ele.
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