Mirada Devassa: a viagem ao BENIN
Mirada Devassa é o nome do pequeno acervo de fotografias, produzido desde a viagem ao continente Africano em 1998. O Benin, país neste continente, eu o habitei pelo período de um mês. E digo habitei pois a intenção não era a de turistar por turistar, do tipo consumir lugares: cartões-postais. Dito agora, o movimento estava no esforço de buscar sentido e significado na condição viajante mestiça do tipo sarará.
Nisto vale esclarecer, aqui, o desdobramento do título escolhido para a mostra fotográfica - Mirada Devassa; eu quando inicio meus rabiscos, de qualquer ordem, em particular aqueles que publico neste blog, costumo indicar (escolher) primeiro o título, para depois escrever o que seja. O título, o nome pula, vem na intuição, sem planejamento pragmático; repito, o nome chega primeiro na frente e dai afirmo o conteúdo e a forma, pelo menos: tento…
Para nominar este acervo fotográfico na ambição de apresentá-lo como uma mostra fotográfica, não poderia deixar de considerar meu gosto por algumas palavras do idioma castelhano, desde a fala espanhola, como por exemplo: MIRADA, eu adoro esta palavra como também callejero; e mirada já a adotei sem aspeá-la. Na sequencia a intuição sugeriu a ação do verbo DEVASSAR na conjugação da terceira pessoa do singular: a palavra DEVASSA.
E assim que o nome se escolheu: - Mirada Devassa, nem eu mesma de prontidão em 2001 soube dissecar seu significado e sentido do titulo. E obvio que, para nada, havia nele, na mirada devassa – fotografias do Benin qualquer tendência (pornográfica) desde o apelo ao suposto um substantivo feminino para significar particularmente a mulher.
Pois
bem, repito, a palavra DEVASSA,
conjugada na ação do verbo DEVASSAR se relaciona aqui, com
o SIGNIFICADO do meu esforço no investigar-se, no
interrogar-se sobre minhas matizes e matrizes ancestrais africanas,
quando meus sentimentos acusavam o Benin como o berço do meu
avô materno Anselmo - o Alfaiate. Em paralelo, a
Mirada estende o SENTIDO do ato de olhar. O sentido
de um olhar introspectivo, de caráter CALUNDU do
meu estar entre pessoas africanas beninenses.
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