Escritores Jornalistas e Jornalistas Escritores no Brasil: e a Etnografia
Escritores Jornalistas e Jornalistas Escritores no Brasil: e a Etnografia
Por Cora Corinta Macedo de Oliveira1
Resumo
O presente de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Bacharel em Jornalismo apresenta uma breve revisão sobre a presença de escritores jornalistas e de jornalistas escritores brasileiros, tendo como princípio investigativo o dialogo com a etnografia, focalizando-o, por primeiro, no contexto da construção histórica da ação comunicativa no jornalístico impresso, no Brasil do início do século XX; uma ação favorecida pela atuação de consagrados e renomados escritores brasileiros, entre eles foi destacada nesta revisão a presença de João do Rio e de Nelson Rodrigues, em referências que fizeram uma vinculação da escritura produzida por eles dois, com o contexto antropológico. Em seguida foi revisada, por um lado, referências sobre os jornalistas escritores advindos da graduação universitária indicando que os mesmos almejam nesta formação acadêmica uma ponte para fomentar uma dada vocação para constituir-se escritores, autores; identificando em referências produzidas por pesquisadores jornalistas a metodologia de investigação para a construção de livro reportagem. Por outro lado, e em paralelo, pesquisou-se referências que, especificadamente, trataram sobre a relação entre o jornalismo e a ciência antropológica ressaltando, nesta ciência, em particular, sua perspectiva etnográfica quando estabelece procedimentos tanto na abordagem metodológica da investigação, quanto na produção do conhecimento jornalístico.
Palavras-chave: Jornalismo. Literatura. Etnografia. Comunicação. Reportagem
1. Introdução
Este trabalho revisou a relação entre os escritores jornalistas e jornalistas escritores na relação com a prática etnográfica, na razão de que tal prática em sua contemporaneidade, fortalece o fazer comunicativo na ação jornalística a partir de uma produção de linguagem midiática de caráter subjetivado, posto na necessidade de uma abordagem que se efetiva socialmente a partir da busca do sentido e do significado sob uma relação de alteridade no confrontamento dos acontecimentos e desacontecimentos de fatos sociais. Desde uma breve revisão de referências, foi buscado informações sobre os escritores jornalistas e os jornalistas escritores no paralelo de atualizar elementos na historicidade da atividade da imprensa jornalística no Brasil, procurando identificar em ambas direções a relação entre jornalismo e etnografia; referências estudadas aqui reconhecem a presença de escritores (não jornalistas) atuando inicialmente na institucionalização da mídia jornalística imprensa, ou seja, jornais e revistas. Sendo assim, seria possível pensar os escritores jornalistas no início do século XX como precursores da pratica etnográfica? Pesquisadores Jornalistas da atualidade cogitam tal relação? O que dizem sobre isso os estudos desta trajetória que teve lugar no início do século XX? Na sequencia, sobre a atualidade de Jornalistas Escritores foi referenciado o fato de que pessoas aspirantes por uma graduação em jornalismo nutrem o desejo de afirmarem uma dada vocação para a produção de uma linguagem em tom literário, e para isso, ainda que sem qualificá-la como tal, utilizam um fazer na antropologia adotando elementos da prática etnográfica, para a construção em particular, do livro reportagem. A revisão da temática proposta em: Escritores Jornalista e Jornalistas Escritores: e a etnografia, neste sendo, foi construída abordando por primeiro, sobre os escritores (não jornalistas) brasileiros no início do século XX. Utilizou-se como referência básica o conteúdo da tese de doutorado apresentada em 2004, da jornalista Cristiane Henriques Costa sob o título de: PENA DE ALUGUEL. Embora seja uma produção de vinte e dois anos atrás, sem dúvidas, - é uma referencia clássica na abordagem sobre a presença de “Escritores jornalistas no Brasil 1904/2004” como indicado no subtítulo da referida Tese. A eleição por esta referencia se reportou à duas personalidades: João do Rio e Nelson Rodrigues. Em seguida foi revisado sobre a atividade de pesquisa em jornalistas escritores brasileiros diplomados pelas universidades. Em paralelo, e na sequência do desenvolvimento do conteúdo deste TCC, revisou-se também sobre os jornalistas escritores a partir do artigo de Rebeca Kuhn (2022) desde sua Dissertação de Mestrado intitulada: “O Jornalismo literário como ferramenta de expressão da subjetividade: liberdade estilista e opinativa de Eliene Brum”, e ampliou-se a revisão, também com a pesquisa do jornalística Alexandre Maciel (2018) desde sua tese de doutorado, - “Narradores do Contemporâneo: jornalistas escritores e o livro – reportagem no Brasil.”(2018) Na sequência tomou lugar nesta revisão as referências que discutem, especificamente, a relação entre Jornalismo e a Prática Etnográfica na atualidade de investigações jornalísticas para a produção de livros. Identificou-se como principal referência o artigo “Contribuições para a pesquisa em jornalismo: uma análise das investigações etnográficas do GT de Estudos de jornalismo da Compôs (2011- 2021)” (MENEZES, et. al., 2022) esclarecendo a importância desta prática, mas, reconheceram que seu uso ainda é incipiente como metodologia de investigações jornalísticas e limitada na efetivação da sistematização do conhecimento produzido em pesquisas jornalísticas na ordem da ação comunicativa. Não obstante, o jornalista Alex Alcântara publicou o artigo na temática: “Jornalismo e etnografia: confluências, discrepâncias e alguns equívocos”. (ALCÂNTARA, 2022) O autor inicia fazendo um passeio filosófico da abordagem jornalística, estreitando-a como uma atividade de caráter intelectual e ressaltando que o oficio do jornalismo se mede pelo seu para o caráter ético, e, também, técnico: “Jornalismo é uma forma de se conhecer o presente…” e questiona se o jornalismo perdeu o poder de regular o debate publico. E segue na introdução definindo o jornalismo: “atividade de caráter intelectual” ; “atividade discursiva”; criticou a ‘boa pratica jornalística’ , “… que consiste em ser um difusor técnico neutro que não deve incomodar os interesses dos grupos de de poder…” (Alcântara 2022, p 238); pontuou também a critica à formação acadêmica em jornalismo, e, chega enfim ao encontro entre a antropologia com o jornalismo. Ressaltou que, na abordagem da ciência antropológica, o método etnográfico se superou, tornando-se a etnografia mais conhecido do que a antropologia. ( ALCÂNTARA, 2022, p 241).
2. Escritores Jornalistas - Jornalistas Escritores, Brasileiros: e a prática etnográfica
A presença de escritores (sem qualquer vinculação acadêmica nesta atividade) atuando nos primórdios da institucionalização de empresas de jornais nos legou o imperativo de uma atuação jornalística vinculada ao conceito de linguagem literária conforme relata a jornalista Cristiane Costa, nomes como: Jorge Amando, Carlos Drummond de Andrade; Machado de Assis, Lima Barreto, Aluízio de Azevedo, Olavo Bilac, Graça Aranha, Humberto de Campos, João do Rio, Euclides da Cunha, Inácio de Loyola Brandão, Paulo Francis, Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Nélson Rodrigues, figuram como trabalhadores de jornais brasileiros no século passado, do século XX0. Também como referencia foi identificada uma entrevista fornecida por Costa ao Programa Sempre um Papo na plataforma Youtube; nesse Programa Costa dissertou sobre sua tese de doutorado “Pena de Aluguel – Escritores jornalistas no Brasil 1904/2004” de 2004 e publicada em livro 2005 sob o mesmo título Pena de Aluguel. No conteúdo da entrevista concedida ao referido Programa Sempre um Papo, Costa comentou sobre a construção de sua tese de doutorado indicando que foi a partir de uma questão apresentada pelo então escritor jornalista o qual assina com o codinome João do Rio quando o mesmo em 1904 apresenta o resultado de uma pesquisa aonde indagava: O jornalismo é um fator bom ou ruim para a literatura brasileira? Ela retoma tal indagação na etapa da conclusão da sua tese. Na sua entrevista Costa elucida sobre as contribuições de escritores jornalistas no inicio do século XX:
“Entre 1904 e 2004, boa parte dos escritores brasileiros buscou seu ganha pão nas redações dos jornais e revistas. Ao alugarem suas penas, levarão técnicas e ideias de um campo para outro: modernizaram o texto da imprensa e injetaram elementos de linguagem jornalística na ficção e na poesia.” (COSTA, 2013)
Costa (2004) no conteúdo da sua escritura de tese, ela tece uma descrição minuciosa, sobre as personalidades, escritores, que compuseram os espaços jornalísticos no século XX pontuando as idiossincrasias e atitudes no fazer destas personalidades jornalísticas na correspondência das angustias vividas no esforço de se constituírem escritores e viverem economicamente dessa atividade; deste contexto, duas das personalidades: João do Rio, Nélson Rodrigues, foram referenciadas atualmente, isto é depois do ano 2000 em estudos que os conceituam no contexto da antropologia.
Vale ressaltar que os estudos de antropologia no Brasil se iniciaram depois dos anos de 1930, e a especificidade da prática etnográfica, patenteada como metodologia para uma aplicação a “nível local”, ou seja na própria comunidade da pessoa pesquisadora, se consolida na patente de um “SABER LOCAL” no Brasil a partir dos anos de 1980, efetivamente com os estudos propostos pelo antropólogo Clifford Geertz, alargando daí o seu uso desde a etnografia nas áreas de estudos educacionais, escolares (SCHNEKENBERG, et. al., 2021) e outras áreas, como está destacado, aqui, para o jornalismo. Sob tal postura epistemológica, foi identificada duas referencias que retomam a produção de dois escritores jornalistas, João do Rio e Nelson Rodrigues, sendo a escritura, em ambos, conceituada na área antropológica. Um ensaio atual sobre a produção de escrita jornalística de João do Rio é apresentada por Diego Pontes (2025); Pontes retomou a escritura de João do Rio para conceituá-la numa perspectiva etnográfica, isto, a partir da sua leitura do livro publicado por João Carlos Rodrigues o qual produziu uma biografia de João do Rio. Pontes (2025) retomando tal referencia biográfica, passeia sugerindo qualitativos de “temperamento etnográfico” e de “sensibilidade etnográfica” para definir o estilo João do Rio e descreve na página :
“… Percursor de reportagens em formato de crônicas, o autor trouxe percepções elaboradas através de observações e experiências vividas pelas ruas cariocas dando destaque aos comportamentos, identidades e conflitos sociais que a cidade abrigava”.(Pontes, 2025, p 3)
E, segue enfatizando que:
O temperamento etnográfico” de João do Rio também se manifesta na maneira como ele compreende a cidade como espaço de circulação, de encontros e de fronteiras móveis. (Pontes,2025, 3)
Pontes (2025) concluiu, sugerindo que, João do Rio é um precursor de uma etnografia de espaços públicos, para uma abordagem que conceitua num lugar na antropologia urbana. Em paralelo, um artigo que apreciou a escritura dramatúrgica de Nelson Rodrigues qualificando-a na produção do conhecimento de uma “antropologia dos afetos”. A autora deste artigo da obra rodriguiana, Carla Almeida (2014) uma vez como leitora e pesquisadora da obra de Nelson Rodrigues publicou o livro “O Pecado contemporâneo na obra de Nelson Rodrigues”, e no seu artigo Almeida o vinculou na perspectiva de uma teoria, - uma “Antropologia dos Afetos” passível de estar como um instrumento de “humanização efetiva no âmbito da saúde” : “O que será que existe na obra de Nelson Rodrigues que mobiliza tantos afetos”. (ALMEIDA, 2014, p 3 e 17). Também na leitura do sentido e do significado demarcando a subjetividade rodriguiana para contribuir na reflexão do que Carla Almeida indicou, - como uma “Antropologia dos Afetos” , Ângela Lopes (2023) forneceu um artigo sobre “A Escrita de Nelson Rodrigues: um Clássico da nossa Modernidade”; nele ela classificou a escrita rodriguiana como uma metalinguagem ou seja: - ao mesmo tempo que escreve deixa ver o que é escrever (Lopes, 2023, p 68), descrevendo-o em seus ensaios dramatúrgicos enfatizou a intimidade que mentem com as personagens por ele criadas, articulando a realidade jornalística com a ficção, incitando temas polêmicos, sugestivos para uma subjetivação na atuação teatral. E não menos, retomando Cristiane Costa em sua tese de doutorado Pena de Aluguel (COSTA, 2004), ela ressalta que será Nelson Rodrigues quem proclamou a insatisfação com a adoção de modelo estado-unidense a partir dos anos de 1950, e, que, Nelson Rodrigues reverbera em alto e bom tom: “Os idiotas da Objetividade”.
“Os anos de 1950 deram início ao processo que substituiria definitivamente a influência da imprensa francesa, prolixa e opinativa, pela americana, concisa e objetiva.” (Costa, 2004, p. 91)
A expressão rodriguiana atuou como um corte para a introdução de dado modelo de prática jornalística, exercido, então, agora, por diplomados universitários. O modelo foi herdado dos Estados Unidos e foi evocado como “conciso e objetivo” no operativo qualitativo de Nelson Rodrigues como uma prática assumida por “idiotas da objetividade”.
“...com a transformação do jornalismo num campo a parte, tanto da literatura, quanto da política, também para o repórter o corpo a corpo com a realidade estaria sendo substituído por uma relação puramente instrumental com a informação.” (COSTA, 2002, p 143)
Ainda assim, a pesquisadora jornalista Cristiane Costa reconheceu o desafio do tornar-se escritora, confirmando que a frequência na procura pela formação acadêmica em jornalismo para sedimentar o desejo de pessoas aspirantes a tal formação para afirmarem a posição de escritores, é uma realidade. Em sua entrevista ao Programa Sempre um Papo, Costa se incluiu nessa frequência quando declara que o jornalismo para ela foi e é sinônimo de afirmar sua veia literária, desabafando que: somente consegue liberar sua veia literária quando está desempregada, ou seja, fora da ordem instrumental imposta nas redações jornalísticas.
O aspirante a escritor que envereda pelo jornalismo como forma de se aproximar da literatura corre o risco de perder-se nesse fascinante labirinto e nunca mais sair. As exigências da profissão, maiores do que a de um emprego regular, sem hora nem entrar e para sair e sem as garantidas folgas nos fins de semana e feriados, dificultam tremendamente a continuidade exigida pelo trabalho literário. Mais do que sua pena, é seu precioso tempo o que o escritor vende para o jornalismo. Costa,(2002 p. 272)
No artigo da jornalista Rebeca Kuhn (2022) também constou considerações sobre o novo paradigma adotado pelas empresas do jornalismo impresso, entretanto
, não retomou as iniciativas de escritores jornalistas para argumentar, neste caso a trajetória na escritura de Brum:
“Enquanto o jornalismo tradicional2 mantém a objetividade jornalística como uma norma moral, conforme defendida em manuais de ética, baseado na estrutura do lead e da pirâmide invertida, e insiste no distanciamento dos fatos com a busca da imparcialidade e da neutralidade, o jornalismo literário permite uma maior liberdade da narrativa ao assumir a subjetividade presente em todo olhar jornalístico”. A subjetividade do profissional está presente na coleta de dados, na perspectiva a ser escolhida, na linguagem e na edição.(KUHN, 2022, p 6)
E seguiu:
“Embora insuficiente em termos narrativos, a linguagem neutra e objetiva provoca o ‘efeito real’, e faz com que os leitores interpretem, os fatos narrados, como verdades”. (Kuhn, p35)
No conteúdo da Dissertação de Mestrado de Kuhn (2022) ela não retomou a presença de escritores renomados brasileiros na atuação iniciática em redações de empresas jornalísticas, para contextualizar sua leitura do novo paradigma jornalístico, - estados unidense, adotado pela imprensa brasileira; cita tão somente a participação de Euclides da Cunha e o apresenta na abordagem do “jornalismo literário” ao tempo em que enfatizou principalmente a contribuição de autores estados unidense, e também portugueses, valendo ressaltar que ela cumpriu sua dissertação de mestrado em Portugal na Faculdade de Letras da Universidade do Porto; citou desde sua leitura o livro Jornalismo Literário de Ricardo de Castro, que, para uma abordagem de sensibilidade jornalística a etnografia é, por suposto, um imperativo. (KUHN, 2022 p. 17) Na sequência a referida autora a dedicou uma extensa leitura do conceito em tom literário na produção jornalística de Eliene Brum: A subjetividade intrínseca no Jornalismo Literário de Eliane Brum, analisando, daí, sua linguagem posta em tom literário opinativo e o conceito ou categoria do desacontecimento em Brum, ressaltando que a mesma não se filia ao recorte temático de produção de uma linguagem em “jornalismo literário”. Kuhn (2022) não relacionou à prática etnográfica a produção da literatura produzida por Brum. Ainda sobre Brum uma outra referência de pesquisa jornalística analisa a atuação brumiana na Abordagem Politico – Literária nos textos de Eliane Brum no El País (QUADROS, et. al. 2023). Tal artigo, produzido por três jornalistas sobre os textos de Brum quando da atuação desta jornalista no jornal espanhol, - El País (Quadros, et. al., 2023) relataram:
“ É possível aferir que Brum, nos textos analisados, não foge muito do tradicional […] e empregando pouco das estratégias do jornalismo literário […] a profundidade, outra característica dos textos que unem jornalismo e literatura, é apenas parcialmente obtida.” (QUADROS et. al., 2023, p 37)
E pontuaram:
“Eliene Brum é uma jornalista que nunca teve medo de admitir a própria parcialidade, ao longo de todo seu trabalho, ela posicionou-se como defensora daqueles que não tinham voz. Mas antes de 2019 não havia escrito colunas políticas.”. (QUADROS et. al., 2023, p 38)
Sobre tais considerações da participação de Brum no El País, Costa (2004) apresentou uma consideração esclarecedora:
““O comportamento novo, de reflexão da literatura dentro dos jornais ao invés de uma busca por experiências e a contribuição de um repertório de vivência, impactou as temáticas abordadas pela produção literária: a questão não é mais política, mas existencial e estética.” (COSTA, 2004, p 175)
Eliene Brum está entre as mais premiadas na categoria de jornalista escritora no Brasil, fato comprovado desde uma rápida passagem nas plataformas midiáticas da internet; eleita pensadora do ano de 2025 pela Associação Brasileira de Imprensa e presente em edições da plataforma Youtube em vários canais como por exemplo: Opera Mundi, Itaú Cultural, Radio France Internacionale (RFI), Metrópoles, Sempre um Papo, entre outros. Segundo Dora Lutz (2023), Brum intencionava “escrever com imagens” e teve com isso uma imersão no universo cineástico com a produção de documentários3.
“A habilidade de produzir palavras - imagens é a maior força de Brum, pois consegue não apenas construir uma ponte para o atravessamento de uma linguagem para a outra, como é capaz de entrelaçá-las em um arranjo verdadeiro e singular.”(LUTZ, 2023, p 310)
Brum não explicita a sua metodologia
1. Trabalho de Conclusão do Curso de Bacharelado em Jornalismo sob a orientação da Docente Dra. Carina Bertolozzi ,apresentado para a Faculdade Anhanguera/UNOPAR. 2026.
2 O conceito de jornalismo tradicional segundo Kuhn, seria aquele que advêm da incursão acadêmica / universitária e instrumentalizado a partir daí em empresas jornalísticas no modal estados unidenses.
3 A atuação de jornalistas produzindo roteiros fílmicos, em particular, não é objeto desta revisão. A descrição está posta para qualificar o caráter da linguagem da Brum enquanto repórter escritora.
Quando questionada sobre o seu método de escrita jornalística e sobre como faz para obter as informações e detalhes inesperados da vida dos entrevistados, Brum diz: ‘Sempre que possível, eu apenas digo 'me conta...' e é surpreendente por onde as pessoas começam a contar uma história’” (LUTZ, 2023, p303)
A produção de jornalistas escritores, da atualidade ou, contemporâneos, 1 a referência de tese de doutorado de Alexandre Zarata Maciel intitulada: Narradores do Contemporâneo: Jornalistas Escritores e o Livro – Reportagem no Brasil (MACIEL, 2018) fez um recorte de amostragem com dez jornalistas escritores da atualidade para conhecer suas trajetórias na construção de suas linguagens para produzirem biografia e livro reportagem, - numa posição aonde: Você é o pauteiro, sendo: Adriana Carranca, Caco Barcelos, Daniela Arbex, Fernando Moraes, Laurentino Gomes, Leonêncio Nossa, Lira Neto, Rubens Valente, Ruy Castro e Zeunir Ventura. Mas, utilizou para análises e descrições da temática do livro reportagem, a posição epistemológica da jornalista escritora Eliene Brum. Também, utilizou como referência a produção acadêmica em antropologia da comunicação, da jornalista Isabel Travancas. Travancas esteve, literalmente reverenciada (referenciada), tanto em Maciel (2018), quanto em Costa (2004), como também em Menezes, et. al. (2022), e Alcântara (2022) que a ressaltam na produção do conhecimento; há destaque nas referências citadas sobre Travancas, sobre o conceito de que em ambos, - jornalismo e ciências de comunicação está posta a ação de mediadores. Travancas, segundo o que foi revisado desde as referências revisadas neste TCC, trabalhou com a etnografia para realizar sua pesquisa de curso de doutorado, no espaço jornalístico das redações de imprensa; sendo uma pioneira em articular a relação entre jornalismo e antropologia. (MENEZES, et. al., 2022). Sobre o conteúdo da abordagem produzida por Travancas sobre tal relação: antropologia e jornalismo, o pesquisador Alcântara (2022) apresentou no artigo: “Jornalismo e Etnografia: confluências, discrepâncias e alguns equívocos”; uma revisão de conceitos epistemológicos, categorizados na produção de conhecimentos editados por Travancas, para estreitar, e, para diferenciar possíveis âmbitos de atuação de pesquisadores na área de jornalismo, quando, do uso, em particular, da etnografia como método de investigação. Uma primeira semelhança segundo o autor do referido artigo, seria que Travancas,
“… ressalta semelhanças e diferenças entre as duas atividades. O papel de mediadores que desempenham é uma das características em comum. […] “… jornalista é antes de tudo um habitante da cidade” (ALCÂNTARA, 2022, p 243)
No paragrafo seguinte, Alcântara comentou sobre a categoria da subjetividade em Travancas:
“Um outro ponto em comum é a discussão sobre objetividade e subjetividade. […] Ainda que a antropologia ‘afirme ter se afastado da ideia positivista de que a ciência tinha a obrigação de produzir um conhecimento ‘objetivo’, e aposte na subjetividade como instrumento de trabalho, de maneira alguma está questão parece totalmente resolvida”. […] Travancas salienta contudo, que o jornalismo poderá enriquecer-se se ‘for capaz de incorporar com rigor a ideia da subjetividade, não como uma ameaça, mas como um elemento importante que dará ao leitor uma visão mais complexa da realidade” ( ALCÂNTARA, 2022, p 243)
A tese de doutorado de Maciel (2018) foi produzida 14 anos após a tese de Cristiane Costa (2004), e ao abordar os jornalistas escritores indagava em sua pesquisa sobre “Qual o lugar do livro- reportagem no jornalismo brasileiro na perspectiva dos modelos jornalísticos experimentados pelos seus escritores?” Ele comentou que aos 12 anos de idade foi presenteado pela sua mãe com a biografia Olga escrita por Fernando Moraes:
“A narrativa ágil, na qual os personagens pareciam estar em terceira dimensão nas páginas, o mergulho no pano de fundo histórico mais vibrante do que nos livros oficiais da escola, a satisfação de comungar tantas informações, apresentadas em um mosaico coeso, múltiplo e contextualizado – o livro exerceu sobre mim uma força tão poderosa que decidi preparar-me para ser jornalista.” (MACIEL, 2018, p 13)
Maciel(2018) dedica um capítulo revisando sobre personalidades, escritores, que compuseram as redações e as reportagens, do jornalismo impresso no início do século XX: “Paginas de Outrora”, nesse capítulo destacou, em especial “O olhar encantado de João do Rio”, se debruçando na tipologia de escritura de Paulo Barreto, este, que atuou no jornalismo sob o codinome de João do Rio:
Narrar as cidades em profusão, seus tipos humanos e até mesmo denunciar as mazelas escondidas por trás do suposto progresso desenfreado do início do século XX foi marca do que podemos chamar de jornalistas cronistas que se aventuraram no território do livro nos anos 1920. A maioria desses repórteres do cotidiano permanece esquecida, mas suas obras merecem ser relidas, pois representam um exercício constante das confluências entre a reportagem e o narrar literário. (MACIEL, 2018, p 103)
O apelo explícito que Maciel (2018) apresentou, conforme citação anterior das contribuições de escritores da imprensa jornalistas dos anos de 1920, “os repórteres do cotidiano”, está também na escritura de tese de Costa (2004). Não obstante, tal reivindicação se contradiz com o movimento da pesquisa em Santana2:
A ideia de que o jornalismo se define apenas por uma técnica é noção simplista que cria a ilusão de que basta ter desenvoltura com a escrita para se tornar um bom jornalista. Formar profissionais nesse paradigma é repetir a fórmula que vigorou até meados do século 20, no Brasil, época em que as redações estavam repletas de escritores jornalistas e não de jornalistas escritores. Não à toa, a crônica é um gênero cuja origem remonta aos espaços dos jornais. (SANTANA, 2021, p 4)
Sobre a relação entre antropologia e jornalismo, Maciel (2018) não faz referência explicita a prática etnográfica3,indicou, no entanto, a técnica da “entrevista em profundidade” (2018, p 140) , e Menezes, et. al. (2022,137) por sua vez, ao identificar tal denominação na própria pesquisa realizada, estabeleceram uma correspondência com as praticas etnográficas. Ainda assim Maciel (2018) argumentará:
“Os jornalistas autores de livros-reportagens compõem uma categoria específica da profissão; ainda pouco estudada no campo da comunicação. É difícil, por exemplo, aplicar técnicas de raízes etnográficas, como a da observação participante, para entender seu modo de produção.” (MACIEL, 2028, p 135-136)
Não menos Maciel (2018) no terceiro capítulo intitulado “Revisando Paradigmas” apresentou dois subcapítulos referindo-se a abordagem de pesquisa para elaboração de livro reportagem dos jornalistas escritores por ele pesquisados; um, com o nome de “Dialogo Emancipador” descrevendo o tema do fazer de jornalistas escritores, na relação com as suas fontes; e o outro no tema da “Observação Participante”, - neste tema ele buscou esclarecer o uso do conceito a partir da filosofia wittgensteiniana. Maciel (2018, p 61,86,87)). Também durante toda descrição das entrevistas no conteúdo da tese de Maciel (2018), ele consegue apresentar um paralelo com elementos da historicidade de escritores jornalistas repórteres no início do século 20 no Brasil.
Nesse exercício de encontro com o Outro, um dos objetivos é o de captar a vivacidade e a melodia das falas cotidianas. Estar profundamente atento ao silêncio e ainda ao fato de que a fala, assim como os documentos, pode ser camuflada, povoada de elipses enigmáticas. Observam-se bastante os gestos, as atitudes dos personagens e os ambientes onde estão inseridos. Uma herança do new journalism e de toda uma tradição dos repórteres cronistas brasileiros. (MACIEL, p 273)
Maciel (2018), descreve, literalmente, uma opinião de um dos entrevistados sobre quando reivindica para o escritor Euclides da Cunha, e à sua obra Os sertões, o papel de primeiro “jornalista literário” do país: ‘Falam muito dos americanos, do new journalism. Ele é anterior a todos os caras que a gente cultiva. Então você não vê o velho Euclides ser citado como um puta jornalista e nem ser estudado no curso de jornalismo’. (MACIEL, 2028, p 160)
Na revisão de referências que guardam a especificidade na relação entre Jornalismo e o dialogo com a Prática Etnográfica os artigos revisados indicam que a etnografia foi patenteada para uma prática do saber local nos anos de 1980 desde fundamentos pleiteados na Escola de Chicago, pelo antropólogo Clifford Geertz.( MENEZES, et, al., 2022). O artigo “Contribuições da etnografia para pesquisa em jornalismo” (MENEZES, et. al., 2022), revisitou outras referências tanto do jornalismo impresso da elaboração de livro reportagens quanto de estudos da prática jornalística em redação. Este artigo apresentou como objetivo “…. mostrar de que maneira a etnografia pode proporcionar olhares diferenciados para os estudos de jornalismo.” (MENEZES et. al., 2022, p 133), e informou que a etnografia na investigação jornalística não é um fato novo, ou recente, embora seu uso não seja expressivo. A equipe de pesquisadores Menezes. et. al. (2022) buscou em 109 artigos publicados no período de 2011 a 2021 pelo Grupo de Trabalho (GT) de estudos de jornalismo da “Compôs”, encontraram que a presença do uso da etnografia esteve em 4 dos 109, estes 4 indicavam o percurso explícito a partir da metodologia em etnografia, o que não invalidou, frente a história da prática da etnografia por pesquisadores jornalistas a avaliação de que :
“…. a etnografia pode ampliar o olhar sobre o jornalismo na sociedade atual. Uma das maneiras é proporcionar aos pesquisadores irem além das análises de discursos das mídias, compreendendo os fenômenos sociais produzidos no jornalismo, para além de ideias preconcebidas sobre essa prática social”. (MENEZES, et. al., p 135)
Tal perceptiva etnográfica sugere, em palavras de Jorge e Pereira (2018), um paralelo da posição, no caso do escritor jornalista João do Rio, como o mais importante brasileiro na condição de precursor de um dado método tipológico da antropologia, no caso a etnografia.
O new journalism, que surgiu na década de 1960 nos Estados Unidos e seria uma reação à objetividade e distanciamento dos fatos, também é caudatário de João do Rio, e do estilo que se chamou mais tarde jornalismo literário. Se o jornalismo norte-americano, difundido pelas agências de notícias, ficou preso ao modelo de pirâmide invertida a aos parâmetros das sete perguntas do li sumário, o novo jornalismo de John Reed e Tom Wolfe bebeu das mesmas fontes de João do Rio – a literatura – e desaguou em um novo padrão de narrativa.” (JORGE e PEREIRA 2018, p. 198)
3. Metodologia
A presente para elaboração deste artigo - TCC, contou com uma breve revisão de referências que abordavam, em paralelo, sobre os escritores jornalistas, sobre jornalistas escritores e sobre o dialogo entre a pesquisa jornalística e a etnografia, tendo como questão inicial: Os escritores jornalistas no início do século XX no Brasil, figurariam como precursores do método etnográfico?
4. Resultado e discussões
O curso de jornalismo no Brasil, foi instituído no espaço acadêmico brasileiro através de uma instituição acadêmica de caráter privado, ou de ensino particular: a Faculdade Cásper Líbano, e, ratificando as palavras do jornalista Nelson Gonçalves, por certo, foi uma grande sacada progressista na área de comunicação para o país.(GONÇALVES, 2025). Nesta jornada de institucionalização acadêmica do curso do jornalismo, na versão para “atualizar” o fazer comunicativo nas empresas jornalísticas brasileiras, buscou-se o conhecimento da atuação jornalística, que havia, ou o que estava sendo operacionalizado como o de mais “moderno” nos Estados Unidos. O modelo estados unidenses, foi adotado, verticalmente, para aplicação modal na imprensa do jornalismo escrito no Brasil, pós anos de 1950. (COSTA, 2004) O legado de iniciativas jornalísticas, adotado na liderança de escritores brasileiros foi relegada a segundo plano. (COSTA 2004; JORGE e PEREIRA, 2018). Um dos escritores jornalistas que compôs as redações e reportagens no espaço empresarial Cásper Líbano, Jornal “A Gazeta”, foi Paulo João Barreto, escritor que assinava suas crônicas como João do Rio. (COSTA, 2004) É João do Rio (PONTES, 2025; JORGE e PEREIRA, 2018), quem, desde as referências, aqui acessadas para a condução deste TCC, mais se acercou de uma prática jornalística próxima a um dado fazer etnográfico nas ciências antropológicas; um fazer, então, patenteado pelo antropólogo Clifford Geertz na Escola de Chicago, para uma atuação no Saber Local.(FRAGOSO, 2024. MENEZES, et. al.. ALCÂNTARA, 2022) Segundo as referências revisadas, aqui, os pesquisadores jornalistas da atualidade que estudam no recorte metodológico a relação jornalismo X antropologia ou na especificidade do método etnográfico, não há descrição, ou menção a favor de uma retomada da historicidade de prática investigativa, por exemplo a de João do Rio. (MENEZES. et. al.. ALCÂNTARA, 2022. FRAGOSO,2024). Entretanto, todos os artigos fazem referência a pesquisa realizada pela jornalista Izabel Travancas, quando utilizou a etnografia como método o qual esta materializado como um conhecimento na área: antropologia da comunicação. Não menos, pesquisadores de outras áreas como arquitetura (PONTES, 2025), letras (LOPES, 2023), medicina (ALMEIDA, 2014), têm retomado o marco da produção dos conhecimentos na literatura, em particular, de João do Rio e de Nelson Rodrigues.
O caminho etnográfico, ou em qualquer outra escalada de abordagens similares, como aquelas sugeridas por Maciel (2018) na “Observação Participante” desde a filosofia da linguagem wittgensteiniana, que privilegie um fazer subjetivado, por certo aproximara a prática jornalística seja na atuação autoral do livro reportagem, na prática formativa de jornalistas escritores (objeto de interesse neste TCC), seja nas redações da produção de notícias diárias noticiosas, de um movimento social positivamente intelectualizante. O que poderá fazer atinar no sentido de uma reflexão sobre as atuais práticas hegemônicas no exercício da ação comunicativa, na possibilidade de favorecer relações dialógicas, – um “Diálogo Emancipador” (MACIEL 2018) pontual no abrigo histórico da construção do fazer comunicativo jornalístico no Brasil.
5. Conclusão
A contribuição desta revisão está, por primeiro, para a formação da autora deste TCC que no esforço de cumpri-la, como ordena o figurino acadêmico – científico, terminou por se entusiasmar com o volume de informações, ainda incipiente, mais satisfatório para este momento, sobre o conhecer do fazer jornalístico, autoral de pessoas jornalistas escritoras. Neste movimento teve a oportunidade de elencar várias personalidades do espaço da reportagem jornalística no Brasil. Nisso, se espera também que de alguma forma, o conteúdo aqui apresentado esteja legível e contribua na leitura de quem interessar possa, abstrair, a favor de um desdobramento comunicativo que favoreça a mediação dialógica, em particular, entre nós brasileiros, de forma a que concretizemos uma produção do conhecimento que contemple leituras de outrora efetivando esclarecimentos sobre o que é e o que significar estar no espaço da linguagem da ação comunicativa jornalística brasileira. Finalizando, se aposta, que o uso crescente da metodologia etnográfica como a mais referida, termine por levantar evidências das contribuições praticas e teóricas que contemple efetivamente, a leitura produzida por renomados escritores, atuantes na atividade jornalística de forma a edificar diálogos no fortalecimento das “ciências da comunicação” ou da “comunicologia” e, se é para estar como “ciência”, melhor será dizer: comunicologia da etnografia jornalística.
6. Referencias
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1Se enfatizou nesta revisão o período entremeio do início do século XX, com o pós ano 2000. Também não está como objeto desta revisão tratar da produção de jornalistas escritores em espaços da internet, como, por exemplo, blog..
2O nome da referência “Santana 2021)” é Alex Sander Alcântara Lopes de Santana. Entretanto a referência “Alcântara 2022” o nome que consta no artigo é: Alex Sander Alcântara. Embora possua várias publicações com a mesma temática, o autor não se autor referencia, em nenhum dos dois artigos.
3Zarata Maciel indica como técnica metodológica de investigação a prática de observação participante e entrevista em profundidade, Menezes, et. al. (2022,137) por sua vez ira identificá-las na correspondência com as praticas etnográficas.
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