As reviravoltas funcionais no jornalístico impresso a partir do modelo estados unidense e a sua atualidade entre nós Brevíssimas considerações
As reviravoltas funcionais no jornalístico impresso a partir do modelo estados unidense e a sua atualidade entre nós
Brevíssimas considerações
As funções jornalísticas dentro das mídias impressas: jornal e revista, no Brasil em particular, pode nos remeter ao marco então pitoresco da presença de escritores atuando na função de jornalista, a partir de um “modelo” vinculado de certa forma ao fazer periodista francês, ao qual se convencionou intitulá-lo como de um “jornalismo opinativo”; demarcando daí, um fazer contextual que supostamente afirmava o papel politico na veiculação da notícia e do noticiado nas reportagens diárias. E pitoresca, num sentido positivo de uma escrita que movimentava a imaginação para uma leitura subjetivante talvez induzindo a reflexão sobre o acontecimento fatual. No livro Pena de Aluguel da jornalista Cristiane Costa ela dedica informações importantes quando aborda na passagem “O que é um Jornalista”, sendo uma destas informações, a extinção do conceito de “autoria”, e para tanto, o redator “… é justamente o apagamento da individualidade autoral.”1, fato que acontece depois dos anos 50 a partir da adoção jornalística de um dado modelo objetivo, impessoal proposto pela imprensa, - estados unidense. Sobre tal modelo de produção jornalística o escritor jornalista Nelson Rodrigues a adoção no Brasil por tal ordem, classifica seus ideólogos como: “idiotas da objetividade”.
A partir de então, a prática jornalística oferece um desdobramento técnico edificando uma série de funções para atender a construção de uma impressa sob o caráter de objectividade, e de impessoalidade. Daí, se pode entender as diferenças funcionais que se assumem ao final com uma hierarquia… - militar? Ou, no mínimo controladora, tutelada por um serie de funções, no que serve efetivamente, no geral da mídia hegemônica, a relação com o setor funcional do EDITORIAL, do dono da empresa jornalística.2 Tal ordem demarca as diferenças na atuação de chefe de reportagem3 e de chefe de redação4 para afirmar por um lado a relação com o editorial, por outro para cumprir as normativas tanto ideológicas como técnicas na publicação impressa das noticiais. Nisto o Chefe de Reportagem organiza e delibera sobre as atividades de repórteres, enquanto que o Chefe de Redação organiza a revisão textual das produzidas e previamente selecionadas pelo chefe de Reportagem para a publicação imprensa.
Não menos, há um desdobramento de funções hierárquicas, por exemplo Editor: editor-chefe, subeditor, editor de arte. 5 As atividades – funções de repórter incluem:
“...dependendo do tipo de veículo, entre outros fatores – planejar a reportagem, priorizando as fontes mais importantes em relação às de menor importância; consultar bancos de dados; ler as matérias pertinentes nos demais veículos jornalísticos; consultar a bibliografia específica em bibliotecas (presencial ou virtualmente, em repositórios acessíveis online); entrevistar as fontes com o auxílio de gravador, celular ou tomando notas em seus blocos de notas; degravar as entrevistas; consultar o bloco de notas e demais materiais coletados para redigir a matéria e sugerir títulos e intertítulos, quando for o caso.”6
E sem dúvidas, pelo apurado brevemente nesta atividade, poderíamos deduzir que a função repórter, sua habilidade para atuar diante de tantas demandas na abordagem para a construção da notícia tem papel-chave na produção jornalística impressa, e no quesito revista sua atuação ganha por certo um grau de autonomia diante de uma proposta que abrangerá o tom de autoria.
1COSTA, Cristiane. Pena de Aluguel. Escritores jornalistas no Brasil 1904 – 2004. São Paulo Companhias das letras, 2005. Pg. 209-218
2Valendo ressaltar que :“O Jornalismo analógico aparece como matriz para as primeiras nomenclaturas dos fazeres jornalísticos. Até as duas primeiras décadas deste século, continua sendo a principal referência para denominações de funções e atividades. Como veremos, muitas das funções criadas se referenciam na nomenclatura utilizada no Jornalismo analógico, também chamado de clássico ou industrial.” pg 06 250122_Relatorio_revisado_FG-final-celso.pdf por Fred Ghedini
3Explicitamente: Como o próprio nome já diz, ele chefia os repórteres es suas equipes, organizando acerca de cada fato. Jornalista - InfoEscola
4E, “Esse profissional trabalha alinhado com as diretrizes do grupo ou dono da empresa de comunicação. É quem define o conteúdo e abordagem das notícias veiculadas no jornal, revista, telejornal, rádio e portais. Ele é o cabeça do negócio e cuida de tudo com a ajuda de subordinados como redator-chefe e editores.” Conheça as funções em uma redação jornalística - #TMJ
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