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O REPORTER MACONHEIRO

 O REPORTER MACONHEIRO O professor, em sua sala de aula do curso de filosofia, parece se intrigar com o efetivo do seu último semestre letivo, - encontrando-se as vésperas de se aposentar nesta função. Ele, antes de todo o que aspiraria para si, esteve nada mais, nada menos do que para um professor; mas sempre e tanto aspirando fazer fluir seu viés artístico, e muito, e tanto: no imperativo dramatúrgico... Nisso, Ele, introspectivo, começa a pensar alto, e nem percebe que a sala foi tornando-se plena da presença da alunada juvenil, e comenta para si em tom de angustia: - Um artista se aposenta? Não fará nada mais, nada menos da vida a não ser a fantasia de desfrutar do tempo livre, que não é o ócio? Mas, se, gosto de escrever, sou um artista? Por certo amo escrever, mas como e por onde começar, a representar meus personagens? Em posição absorta, atento mais as suas mãos e os papeis em branco em cima da mesa, nem nota a proximidade de uma pessoa estudante; e, como que despertando de...

A corporação de nutricionistas e a pessoa de ANETE BERNARDES e de JOSELINA MARTINS

 MEMORIAS PESSOAIS EM FRAGMENTOS BIOGRÁFICOS Fragmentos Biográficos descreve em tons memoriais passagens da vivência com as docentes professoras do curso de nutrição da universidade federal da Bahia: ANETE BERNARDES E JOSELINA MARTINS. Uma vivencia experimentada pela autora deste relato, período em que  abrangerá desde o período da formação em nutrição, até mesmo como da atuação enquanto profissional nutricionista. A escritura tem um objetivo principal tornar-se uma homenagem, um parabenizar a elas duas, quer seja pelo carinho que abrigamos no cotidiano acadêmico, quando o desfrutamos juntas, quer seja pelo imperativo profissional de respeito e responsabilidade exercida em nós como fruto desta convivência. Uma escrita pautada na emoção de retomá-las agora para até quem sabe um ajustes de contas na indagação : POR QUANTAS ANDA A PROFISSÃO DE NUTRICIONISTA, EM PARTICULAR NA BAHIA NO RESPECTIVO DAS AREAS DE ATUAÇÃO EM "CLINICA" E EM ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ALIMENT...

Nem “Café da Manhã” , tampouco “Desjejum”: Um Pequeno (Satisfatório) Almoço

  Nem “café da manhã” , tampouco “desjejum”:    um pequeno (satisfatório) almoço   Antes de qualquer dizer, ainda que não apurado, em opiniões sobre estes três conceitos: café da manhã, desjejum e do pequeno almoço, ambos os três referentes a primeira alimentação do dia, ou primeira refeição diária, entre nós falantes do idioma português, já se declara agora, a preferência pela terminologia de UM PEQUENO ALMOÇO . Desde logo se poderia indagar, - mas o porquê de se eleger aqui, no Brasil uma expressão utilizada em Purtugal? Pois, o recurso nosso a tal eleição está qualificado a partir do que tem praticado a autora deste relato na ultima década. É dizer: desde que voltou a consumir ovos de galinha ou ovos de frango diariamente. Desde que retirou a ingestão do leite de gado e seus derivados (com exceção da manteiga e do requeijão adquiridos em padarias ou feiras livres); leite esse tanto parceiro do café, e mesmo do tal leite em pó que as vezes era um vicio de tê-lo...

Anselmo dos Santos e Pompílio de Oliveira: os dois avós

  A Neta sempre se disse ter nascido velha.  No sentido idosa. Nasceu velha a criança!...  Uma criança velha pode ter por ímpeto o contato com a morte, assemelhando ao estado do sempre tê-la ao seu alcance, no violento sentimento de desprendimento.  Cresceu na sensação do sem ter nada a perder. Já não precisava conviver com outras mortes. A sua egoisticamente, ou infantilmente lhe bastará.  Qual nada! Se saber velha lhe foi suficiente para amadurecer os limites do morrer no que morrer estaria para uma boa morte - a velhice.  Como e quanto lhe custará o destrato de tal ancestralidade para deter, um pouco, em suas mãos do significado de haver nascido A Velha . 

Cota Abreu e Ana Patrício: as duas avós

 A Neta sempre se disse ter nascido velha. No sentido idosa. Nasceu velha a criança!... Uma criança velha pode ter por ímpeto o contato com a morte, assemelhando estar sempre ao seu alcance. Cresceu sem ter nada a perder. já não precisava conviver com outras mortes. A sua egoisticamente, ou infantilmente lhe bastará. qual nada! Se saber velha não lhe foi suficiente para amadurecer os limites do morrer no que morrer estaria para uma boa morte - a velhice. Como lhe custou tal ancestralidade, para deter um pouco em suas mãos o sentido de haver nascido velha. 

Fabulações...

  Fabulações com o cinema : RELAÇÕES DE ALTERIDADES DEMARCANDO AS CONTRADIÇÕES ENTRE O REAL E A FICÇÃO NA PRODUÇÃO FILMICA DE CARATER “DOCUMENTARIO”     Nada mais prazeroso do que identificar as ideias, os sentimentos incipientes e iniciática na intenção de, quem sabe, iniciar uma produção fílmica do tipo documentário [1] , subjetivando-o a uma concepção de ficção, atualizadas na discussão teórica da produção cinematográfica e de suas relações com o engajamento de questões sociais. Tais sentimentos sempre estiveram na ordem do assistir esse ou aquele filme, mas não do dominar o argumento imagético para afirmar conceitualmente o que se desejaria produzir. Por exemplo, em 2009, o renomado cineasta brasileiro José Padilha, lançou o documentário “Garapa”. Ao assisti-lo se tinha em mãos uma series de ponderações em si do conteúdo que a “ narrativa ” abordava e mesmo reproduzia, por suposto, de um dado conceito da categoria fome, editada nos anos de 1930, para cenário pol...

A Fada do Repolho: “Fabulações” no comércio de crianças?

  A Fada do Repolho : “Fabulações” no comércio de crianças?   Neste mês de julho/23, nas investidas de Plutão no signo de Aquário, mas ainda no meu meio do céu, em capricórnio, tive o prazer de ser apresentada ao cinema produzido por Alice Guy, no inicio do século 20. Eu muito feliz em poder desfrutar da presença de alguém com tanta força imagética, agora que estou em condição iniciática na temática de CINEMA. Isto dito considerando duas circunstâncias. Primeiro que, sequer imaginava a existência da atuação pioneira de uma mulher, e mesmo de mulheres na produção cinematográfica antes de 1926, com tanto capricho na produção artística, embora com tão pouca força midiática, entre nós, é dizer na atualidade. [1] Segundo, teria a minha insignificância cabedal nesta matéria, uma vez que, ainda que adore cinema, estou longe de estar entre qualquer pessoa cinéfila; é dizer, no sentido de reconhecer este ou aquela equipe de produtores cinematográficos, de falar sobre a emblemátic...