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"A mulher de Brotas" : de TICOÃS a Cuíca de Santo Amaro

  Nesta semana numa pagina Face book encontramos um comentário falado sobre uma frase exposta num muro de uma cidade africana; - no muro estava "uma coisa escrita" constando sobre a proibição de ali não estar permitido "urinar", e literalmente se indicava que: quem ali o fizesse - "irá receber um machado, uma faca , um machadaço". Ao escutar tal menção imperativa, de pronto nos recordamos de uma passagem numa composição cantada pelo grupo Ticoãs. A canção, a escutávamos, e ainda a escutamos, e antes, por várias vezes tentávamos desde a escuta contextualizar a expressão: "...samba samba Nita, mulher de Brotas aqui não fica"; se trata da composição  de nome " Raposa e Guará ", pautada no disco produzido em 1973. Nesta canção se repete várias vezes a frase: "samba samba Nita, mulher de Brotas aqui não fica". Pois, indagávamos: porque a " mulher de Brotas ali não podia ficar?, ou entrar!? Pois, ficarmos um tempo tentando deci...

AS FABULAÇÕES MAZZAROPIANAS PARA A IMPORTÂNCIA DE O ATO DE LER O SER DA ROÇA

  AS FABULAÇÕES MAZZAROPIANAS PARA A IMPORTÂNCIA DE O ATO DE LER O SER DA ROÇA   Paulo Freire quando trata em seu livro a Importância do Ato de Ler [1] , qualifica: a leitura de mundo precede a leitura da palavra escrita . Esta expressão por certo - um mantra, apropriado desde sua enfática repetição entre todas as pessoas que respeitam e acreditam que o domínio da palavra escrita esta circunscrito na socialização de possibilidades lingüísticas que reverberam para além dos muros escolares. Tal entendimento nos impõe a recorrência que estabelece, por suposto, daquilo que o Mestre Felipe Serpa compreendia como uma proposta imagética; Serpa ressaltava e incitava ao pé de ouvido das pessoas estudantes nos cursos de mestrado em educação na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, (isto lá nos anos de 1996), o seguinte: “Não se trata de estudar a categoria de imaginário desde uma perspectiva já consolidada na disciplina psicológica”;   reivindicava, principal...

O REPORTER MACONHEIRO

 O REPORTER MACONHEIRO O professor, em sua sala de aula do curso de filosofia, parece se intrigar com o efetivo do seu último semestre letivo, - encontrando-se as vésperas de se aposentar nesta função. Ele, antes de todo o que aspiraria para si, esteve nada mais, nada menos do que para um professor; mas sempre e tanto aspirando fazer fluir seu viés artístico, e muito, e tanto: no imperativo dramatúrgico... Nisso, Ele, introspectivo, começa a pensar alto, e nem percebe que a sala foi tornando-se plena da presença da alunada juvenil, e comenta para si em tom de angustia: - Um artista se aposenta? Não fará nada mais, nada menos da vida a não ser a fantasia de desfrutar do tempo livre, que não é o ócio? Mas, se, gosto de escrever, sou um artista? Por certo amo escrever, mas como e por onde começar, a representar meus personagens? Em posição absorta, atento mais as suas mãos e os papeis em branco em cima da mesa, nem nota a proximidade de uma pessoa estudante; e, como que despertando de...

A corporação de nutricionistas e a pessoa de ANETE BERNARDES e de JOSELINA MARTINS

 MEMORIAS PESSOAIS EM FRAGMENTOS BIOGRÁFICOS Fragmentos Biográficos descreve em tons memoriais passagens da vivência com as docentes professoras do curso de nutrição da universidade federal da Bahia: ANETE BERNARDES E JOSELINA MARTINS. Uma vivencia experimentada pela autora deste relato, período em que  abrangerá desde o período da formação em nutrição, até mesmo como da atuação enquanto profissional nutricionista. A escritura tem um objetivo principal tornar-se uma homenagem, um parabenizar a elas duas, quer seja pelo carinho que abrigamos no cotidiano acadêmico, quando o desfrutamos juntas, quer seja pelo imperativo profissional de respeito e responsabilidade exercida em nós como fruto desta convivência. Uma escrita pautada na emoção de retomá-las agora para até quem sabe um ajustes de contas na indagação : POR QUANTAS ANDA A PROFISSÃO DE NUTRICIONISTA, EM PARTICULAR NA BAHIA NO RESPECTIVO DAS AREAS DE ATUAÇÃO EM "CLINICA" E EM ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ALIMENT...

Nem “Café da Manhã” , tampouco “Desjejum”: Um Pequeno (Satisfatório) Almoço

  Nem “café da manhã” , tampouco “desjejum”:    um pequeno (satisfatório) almoço   Antes de qualquer dizer, ainda que não apurado, em opiniões sobre estes três conceitos: café da manhã, desjejum e do pequeno almoço, ambos os três referentes a primeira alimentação do dia, ou primeira refeição diária, entre nós falantes do idioma português, já se declara agora, a preferência pela terminologia de UM PEQUENO ALMOÇO . Desde logo se poderia indagar, - mas o porquê de se eleger aqui, no Brasil uma expressão utilizada em Purtugal? Pois, o recurso nosso a tal eleição está qualificado a partir do que tem praticado a autora deste relato na ultima década. É dizer: desde que voltou a consumir ovos de galinha ou ovos de frango diariamente. Desde que retirou a ingestão do leite de gado e seus derivados (com exceção da manteiga e do requeijão adquiridos em padarias ou feiras livres); leite esse tanto parceiro do café, e mesmo do tal leite em pó que as vezes era um vicio de tê-lo...

Anselmo dos Santos e Pompílio de Oliveira: os dois avós

  A Neta sempre se disse ter nascido velha.  No sentido idosa. Nasceu velha a criança!...  Uma criança velha pode ter por ímpeto o contato com a morte, assemelhando ao estado do sempre tê-la ao seu alcance, no violento sentimento de desprendimento.  Cresceu na sensação do sem ter nada a perder. Já não precisava conviver com outras mortes. A sua egoisticamente, ou infantilmente lhe bastará.  Qual nada! Se saber velha lhe foi suficiente para amadurecer os limites do morrer no que morrer estaria para uma boa morte - a velhice.  Como e quanto lhe custará o destrato de tal ancestralidade para deter, um pouco, em suas mãos do significado de haver nascido A Velha . 

Cota Abreu e Ana Patrício: as duas avós

 A Neta sempre se disse ter nascido velha. No sentido idosa. Nasceu velha a criança!... Uma criança velha pode ter por ímpeto o contato com a morte, assemelhando estar sempre ao seu alcance. Cresceu sem ter nada a perder. já não precisava conviver com outras mortes. A sua egoisticamente, ou infantilmente lhe bastará. qual nada! Se saber velha não lhe foi suficiente para amadurecer os limites do morrer no que morrer estaria para uma boa morte - a velhice. Como lhe custou tal ancestralidade, para deter um pouco em suas mãos o sentido de haver nascido velha.