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"O Leitor" numa saga d'O amor nos tempos do cólera

  O Leitor numa saga d'O Amor nos Tempos do Cólera Ao parodiar um dos escritores mais importante do século 20, o colombiano Gabriel Garcia Marques em seu romance O amor nos tempos do cólera (titulo em português) , para escrever este artigo de opinião a partir da leitura do filme O Leitor, a intenção da autora não é desdobrar literalmente uma comparação das versões entre os personagens das distintas tramas amorosas. Sugere -se no entanto, que no caso d' O Leitor se pode imaginar um triângulo amoroso onde a terceira personagem, seja – o ato de ler, desde uma máxima freireana: A leitura de mundo precede a leitura da palavra escrita. Isto sugerido uma vez que O Leitor , um adolescente donzelo (“um menino”) deixa-se seduzir por uma linda mulher, feita, para viverem uma paixão erótica no tempo/espaço de um verão. Ele, o “menino”, um leitor contumaz acontece de iniciar a ler livros (palavra escrita) para ela, a mulher feita, - objeto da sua paixão juvenil, ...

A ESTETICA DA FOME NO PARALELO DO DESAJUSTE SOCIAL

Em 30.11.2022 Josue de Castro escreveu vário livros. dentre os quais eu arriscaria afirmar que o mais famoso, equivalendo dizer o mais seguindo entre academicos e jornalistas, em particular seja o intitulado: GEOGRAFIA DA FOME em 1960. Também escreveu em anos anteriores, 1952 o GEOPOLITICA DA FOME.  Mas o seu livro principal foi escrito na década de 1930, intitulado: ALIMENTAÇÃO BRASILEIRA À LUZ DA GEOGRAFIA HUMANA. Digo principal pelo fato de que em tal momento de transição economica no Brasil ele afirma ter descoberto A FOME. A FOME BRASILEIRA. E com ele outros intelectuais brasileiros debatiam as origens do "atraso do pais". Não me lembro se durante toda a decada de 1980 na Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia haviam exemplares das obras castreana, e muito menos o classico GEOGRAFIA DA FOME; em 2008, conforme citado anteriormente, essa obra foi homenageada pelo Jornal a Tarde no seu Caderno Cultural, rendendo homenagem aos premios e traduções obtidas, destac...

POR UMA PEDAGOGIA MIDIATICA DE ESQUERDA QUE FAVOREÇA O ATO POLITICO DO ESTUDAR E DO APRENDER EM ESPAÇOS ESCOLAS MUNICIPAIS

Em novembro de 2021 quando decidi concorrer a uma vaga num curso de jornalismo em Universidades governamentais na Bahia, este movimento por certo afirmou meu desejo pelo engajamento para uma convivencia na area da comunicação. E me sentindo desde ali participe iniciatica no uso da palavra dei de panfletar, aqui e ali, os meus programas jornalisticos preferidos no canal do youtube com a frase: "A FOME : UMA PEDAGOGIA ESTOMACAL ESQUERDISTA". Uma vez acompanhado com frequencia o OPERA MUNDI, o 247, o DCM, o PCO, o TVT estava já exausta de ouvir o tanto que se repetia a palavra FOME. Uma máxima repetida para qualificar, por suposto, as perversas desigualdades sociais vividas pelo Outro: o pobre, o trabalhador, o mendigo (paradoxalmente nunca se usa, então, a palavra FAMINTO). E nisto de me encontrar arredia com tal recurso linguistico de carater político, foi que aconteceu tal panfletagem. Possa que nenhum destes canais tenha dado conta, ou mesmo se aconteceu de lerem imaginar de...

A FOME: UMA PEDAGOGIA ESTOMACAL MIDIATICA DE ESQUERDA NO BRASIL

INTRODUÇÃO  O tema d'A FOME desde quando o tomei para estudo, no que o tenteo abandoná-lo ele sinaliza para mim:  Ainda não concluiu a tarefa; e agora, retoma-o tentando traça-lo numa escrita arredia a mãxima: A FOME TEM PRESSA, e outras frases,   sempre me fez sentir como nadando contra a correnteza. Isto dito de alguém que sequer sabe, literalmente, nadar em águas profundas. Mais do que o  exaustivo esforço de elucidar a minha inusitada discordância acadêmica com seu uso, uso politico, A FOME isso!, A FOME aquilo!, havia e talvez ainda haja um sentimento de medo, mesmo de impotencia intelectual,  como se me faltasse o folego para elucida-la. Como se igual fosse que tivesse de enfrentar a fúria fanática de religiosos quando professam uma dada fé cristã, em particular entre nós, vinculada ao protestantismo pentencostal. E, argumenta-lá em seu uso discursivo politico seria uma acao profana, ou quem sabe seria como se estivesse para macular a memoria do seu C...

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A ENCRUZILHADA E O ANCESTRAL - Argumento

Se se pode pensar que um dos vieses do conservadorismo em espaços citadinos, em particular de cidades do sul da Bahia, se deva ao que temos em nós mesmos, negros e mestiços (pardos, sararás) - do silenciamento e, - da negação das nossas origens, da nossa ancestralidade civilizatoria africana, podemos então sugerir que tal postura possa alimentar o preconceito e o "racismo" contra nós,  a despeito de todo sofrimento,  todo constrangimento acometido aos povos negros ao longo da sua presença no Brasil. Afirmado tal pressuposto, digo que uma vez filha de negro por parte materna, nunca me foi conversado sobre meus bisavós,  sobre o que foi da condição deles por aqui. Nunca ouvir sobre o CANDOMBLE durante a infância.  E, perguntar sobre o CANDOMBLE,  mesmo nas últimas décadas era sempre motivo de silêncio e de hostilidade para se desviar do assunto. Ironicamente até o sobrenome: dos Santos (Não que eu fique a vontade com a expressão "Pai de Santo" ou "Mãe de Santo...

O JACARANDÁ

Sim. O Jacarandá na condição masculina. Sem pistilo.  Somente sabemos Dele nessa versão: resistente, incansável, vigoroso, ativo. Impassível a presença devastadora do cupim. Forte na aparência marrom magistral; até se poderia dizer de um marrom mestiço. No feminino, somente se for como sendo um nome de rua: " moro na Jacarandá ". Ou se estiver como sobrenome: "a madeira jacarandá". Talvez,  nunca na lembrança do que esteve na condição de mãe, - uma árvore.  Contrariando a quem não o imaginasse feminino, ali estava Ele, - cheiroso. Exalando-se quando do vento açoitando suas flores roxas e folhas; para Ele, o Jacarandá, um afago que o levaria a traduzir para um acorde musical.  Como dói não te-lo em presença sob tais perspectivas de movimento. Partiu, nem.se despediu de ninguém.  Nem deu o tempo para um ATE LOGO.  Há quem diga: "morreu de repente" . Cabal conveniência para predizer o desmatamento do Jacarandá Mimoso. Então, era uma vez, a árvore que abrigava...