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"Antígona" na sala de aula: uma "CDF" libertária?

 Prologo Uma vez envolvida numa competição escolar desde a escritura de um texto imaginativo ficcional sobre uma personagem mítica, a autora se viu num beco sem saída. Isto porque ela nunca que sequer havia se interessado pelo tema; um pouco, sabia sobre a saga de Édipo, assim, muito mais pelo quanto e tanto se a utilizam em encenações nos espaços artísticos culturais do que mesmo por uma dada curiosidade sobre tal personagem mítico. E a saga da vez estava para o trato com a trajetória mítica da personagem Antígona. Recorreu ao Wikipédia acreditando ser suficiente para suprir sua ignorância sobre o tema, num tempo máximo de três horas, conforme as regras para a competição; qual nada, ficou o lido, ali, pela sua ignorância sobre tal. Partiu para o   Google, uma pesquisa rápida e lhe chegou um texto, como uma dádiva, indicando que o sentido, o significado do mito Antígona é a liberdade. E de pronto lhe surgiu a ideia de argumentar a "Antígona" inquieta com um dado sis...

Os devaneios: na luxúria, na esbórnia em Copabacana mon Amour... uma materialização de “a peste” artoudiana?

    Os devaneios: na luxúria, na esbórnia em Copabacana mon Amour ... uma materialização de “a peste” artoudiana?   Será que a construção dramatúrgica do filme Copacabana mon Amour [1] dialoga com a demanda instigante do escritor Antonin Artoud [2] quando ele compara a ação teatral pulsante com “a peste”? Se sim ou se não, e se se pode compará-la ou vê-la sob tal ótica, possa que no contexto do referido filme, “a peste” artoudiana enquanto uma manifestação orgânica-espiritual está tão letal, tão mortal que a exposição de um único caso um único exemplar desta “enfermidade” possa ser considerado como uma EPIDEMIA. E para tanto a atuação vertiginal (vertiginosa) da protagonista, pois, se assume como uma voz da (na) multidão no paralelo das experiências de autoritarismo tanto do Regime Militar, enquanto uma ação política para um cumprimento de uma dada ordem, abordagem citadina, quanto daquelas (experiências de autoritarismo) praticadas em regimes domésticos domicil...

Cócegas no Juízo!

 Esta expressão fui usada para qualificar a dramaturgia praticada na ação comediante: CÓCEGAS NO JUÍZO . Há no filme de Fernando Meireles, - Domesticas, o filme, uma cena em que uma das protagonistas comenta que seu pai, ao vê-la sair para o mundo recomenda-lhe ; Juízo, Juízo, Juízo , literalmente assim, repetido por três vezes. E claro, muito de nós já pode haver escutando de familiares maiores, muitas  e muitas vezes esta expressão em particular quando da puberdade no entremeio de iniciar a adolescência.  Por certo ao se escutar tal chamado para a responsabilidade um de nós quando de haver ter sido alertado para praticar o juízo, sempre e tanto o clima se assume como que intuindo: -  não vá se meter em encrenca..., não quero saber de defender você de alguma B.O... E.T; Ainda por concluir a postagem, ficará em aberto a apuração do uso da expressão : cócegas no juízo .

Um pitoresco nome de escola municipal: uma orientação pedagógica!?

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"A mulher de Brotas" : de TICOÃS a Cuíca de Santo Amaro

  Nesta semana numa pagina Face book encontramos um comentário falado sobre uma frase exposta num muro de uma cidade africana; - no muro estava "uma coisa escrita" constando sobre a proibição de ali não estar permitido "urinar", e literalmente se indicava que: quem ali o fizesse - "irá receber um machado, uma faca , um machadaço". Ao escutar tal menção imperativa, de pronto nos recordamos de uma passagem numa composição cantada pelo grupo Ticoãs. A canção, a escutávamos, e ainda a escutamos, e antes, por várias vezes tentávamos desde a escuta contextualizar a expressão: "...samba samba Nita, mulher de Brotas aqui não fica"; se trata da composição  de nome " Raposa e Guará ", pautada no disco produzido em 1973. Nesta canção se repete várias vezes a frase: "samba samba Nita, mulher de Brotas aqui não fica". Pois, indagávamos: porque a " mulher de Brotas ali não podia ficar?, ou entrar!? Pois, ficarmos um tempo tentando deci...

AS FABULAÇÕES MAZZAROPIANAS PARA A IMPORTÂNCIA DE O ATO DE LER O SER DA ROÇA

  AS FABULAÇÕES MAZZAROPIANAS PARA A IMPORTÂNCIA DE O ATO DE LER O SER DA ROÇA   Paulo Freire quando trata em seu livro a Importância do Ato de Ler [1] , qualifica: a leitura de mundo precede a leitura da palavra escrita . Esta expressão por certo - um mantra, apropriado desde sua enfática repetição entre todas as pessoas que respeitam e acreditam que o domínio da palavra escrita esta circunscrito na socialização de possibilidades lingüísticas que reverberam para além dos muros escolares. Tal entendimento nos impõe a recorrência que estabelece, por suposto, daquilo que o Mestre Felipe Serpa compreendia como uma proposta imagética; Serpa ressaltava e incitava ao pé de ouvido das pessoas estudantes nos cursos de mestrado em educação na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, (isto lá nos anos de 1996), o seguinte: “Não se trata de estudar a categoria de imaginário desde uma perspectiva já consolidada na disciplina psicológica”;   reivindicava, principal...

O REPORTER MACONHEIRO

 O REPORTER MACONHEIRO O professor, em sua sala de aula do curso de filosofia, parece se intrigar com o efetivo do seu último semestre letivo, - encontrando-se as vésperas de se aposentar nesta função. Ele, antes de todo o que aspiraria para si, esteve nada mais, nada menos do que para um professor; mas sempre e tanto aspirando fazer fluir seu viés artístico, e muito, e tanto: no imperativo dramatúrgico... Nisso, Ele, introspectivo, começa a pensar alto, e nem percebe que a sala foi tornando-se plena da presença da alunada juvenil, e comenta para si em tom de angustia: - Um artista se aposenta? Não fará nada mais, nada menos da vida a não ser a fantasia de desfrutar do tempo livre, que não é o ócio? Mas, se, gosto de escrever, sou um artista? Por certo amo escrever, mas como e por onde começar, a representar meus personagens? Em posição absorta, atento mais as suas mãos e os papeis em branco em cima da mesa, nem nota a proximidade de uma pessoa estudante; e, como que despertando de...